- A Confederação Nacional da Indústria (CNI) vai apresentar aos presidenciáveis um conjunto de propostas para transformar a política industrial em política de Estado, buscando frear a desindustrialização.
- A medida surge após a retomada da estratégia com a Nova Indústria Brasil (NIB), iniciada em 2024, que reacende instrumentos de financiamento, planejamento e cooperação entre Estado e setor produtivo.
- O Plano Mais Produção (P+P) já desembolsou, até o fim de 2025, cerca de R$ 653,15 bilhões em crédito para projetos de produtividade, inovação, sustentabilidade e ampliação de exportações.
- A proposta defende a centralização da governança na Presidência da República e a aprovação do Projeto de Lei nº 4.133 de 2023 para tornar a política industrial uma política de Estado estável, independente de ciclos políticos.
- Exemplos de setores com políticas de Estado, como o agrícola (Lei nº 8.171, de 1991) e o elétrico (Lei nº 9.478, de 1997), evidenciam caminhos de governança institucional mais robusta.
O Poder360 analisa o posicionamento da indústria brasileira diante do desafio de manter o dinamismo econômico. O tema central é a necessidade de uma política industrial de longo prazo, estável e capaz de acompanhar mudanças estruturais.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reúne propostas para transformar a política industrial em uma política de Estado. O objetivo é frear a desindustrialização acelerada e assegurar governança contínua, independentemente de governos.
O texto destaca que, após décadas, o Brasil retornou a uma estratégia de desenvolvimento com a Nova Indústria Brasil (NIB) em 2024. A ideia é retomar instrumentos de planejamento, financiamento e articulação entre Estado e setor produtivo.
Contexto histórico
Dados mostram fraco dinamismo econômico: média de 2,3% ao ano de 2000 a 2024. A participação da indústria de transformação no PIB caiu de 35,9% em 1985 para 13,7% em 2025, reduzindo a renda per capita em comparação internacional.
A perda de densidade produtiva, associada à desindustrialização iniciada nos anos 1980, é apontada como razão para baixos ganhos de produtividade, inovação e valor agregado no longo prazo.
Proposta da CNI
Em dois anos de NIB, o Brasil voltou a ter tração no desenvolvimento, segundo o documento. O Plano Mais Produção (P+P) já liberou crédito de R$ 653,15 bilhões até o fim de 2025 para projetos de produtividade, inovação, sustentabilidade e exportação.
A meta é consolidar a política industrial como política de Estado com governança robusta. O objetivo é reduzir a dependência de ciclos políticos e assegurar previsibilidade de investimentos públicos e privados.
Desafios de governança
O texto aponta que, embora haja avanços, falta uma estrutura institucional estável em setores estratégicos. Comparece a agricultura, com lei setorial e conselhos que garantem continuidade, além do setor elétrico com marco regulatório.
A CNI defende fortalecer compras públicas estratégicas, criando mercados para tecnologias prioritárias e ampliando cadeias produtivas com maior segurança jurídica.
Caminhos e próximos passos
A organização apresentará aos pré-candidatos à Presidência, em 22 de junho, o documento Construindo o Brasil 2050 – A indústria na agenda dos presidenciáveis. O material propõe o PL nº 4.133/2023 e a centralização da governança no topo do Poder Executivo.
Propõe ainda metodologias para seleção de cadeias estratégicas e alinhamento com tendências globais de transformação ecológica e digital. O objetivo é tornar a política industrial uma ação estável e perene.
Considerações finais
A indústria já demonstrou capacidade de entrega; resta ao país manter a direção. O conjunto de propostas busca ampliar planejamento, financiamento e previsibilidade, fortalecendo a competitividade e as cadeias produtivas nacionais.
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