- Dólar abriu em baixa, cotado a R$ 5,16, ainda acima de 5,05, com variação de 0,25% frente ao fechamento de ontem.
- Na semana, a moeda acumula alta de cerca de 2% ante o real, puxada por decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos.
- O Copom cortou a Selic em 0,25 ponto percentual, adotando tom mais dovish e mantendo a porta aberta para novos cortes em agosto, enquanto o Fed sinalizou possibilidade de aperto monetário.
- No exterior, o preço do petróleo Brent ficou estável, em torno de US$ 79,97 o barril, diante de incertezas sobre assinatura de acordo de paz.
- Eventos geopolíticos: negociações entre EUA e Irã previstas para hoje na Suíça foram canceladas; o Irã anunciou não cobrar taxas para navios no Estreito de Hormuz por 60 dias; o Ibovespa caiu quase 2% na semana, aos 168.277 pontos.
O dólar abriu em baixa nesta sexta-feira, cotado a cerca de R$ 5,16, ainda acima da abertura da semana. O ritmo de queda ficou restrito pela atuação de juros nos EUA e no Brasil e pela expectativa de novas mudanças na política monetária.
A moeda acumula alta de cerca de 2% na semana, puxada pela decisão do Fed de manter a taxa estável e pelo Copom cortar a Selic em 0,25 ponto percentual. Mesmo assim, o mercado sinaliza maiores cautelas diante de cenários internacionais.
No exterior, o petróleo Brent opera próximo de US$ 80 o barril, com volatilidade relacionada a possíveis acordos de paz e a ataques na região. Hoje, negociações entre EUA e Irã na Suíça foram canceladas.
Cenário internacional e política monetária
Paulo Gala, professor da FGV-SP, aponta que o Copom adotou uma postura mais dovish ao cortar a Selic, mas deixou claro que não encerrou o ciclo de cortes. O Fed, por outro lado, sinaliza possibilidade de aperto.
Mercado interno e bolsa
A bolsa brasileira luta para manter a recuperação após cinco pregões em queda. O Ibovespa opera em torno de 168.277 pontos, com o cenário externo influenciando o apetite por risco e o câmbio, que ainda permanece volátil.
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