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Dólar cai 0,17% e Bolsa registra leve alta após Fed e Copom

Dólar recua 0,17% a R$ 5,165 e Ibovespa avança 0,03% com Fed e Copom sinalizando juros e cautela geopolítica

Investidores repercutiram o corte da Selic, a sinalização do Fed e as incertezas geopolíticas
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  • O dólar fechou vendido a R$ 5,165, queda de 0,17% em relação ao pregão anterior.
  • O Ibovespa terminou aos 168.333,61 pontos, alta de 0,03%.
  • O dia teve liquidez reduzida por causa do feriado nos Estados Unidos e de cautela sobre decisões de juros nos EUA e no Brasil.
  • O Federal Reserve manteve os juros e sinalizou maior cautela sobre inflação e crescimento, fortalecendo o dólar globalmente.
  • No Brasil, o corte de 0,25 ponto percentual na Selic, anunciado pelo Copom na quarta-feira, ocorreu em meio a dúvidas sobre a trajetória futura da política monetária.

O dólar fechou em queda de 0,17%, cotado a R$ 5,165 na sexta-feira (19.jun.2026). O Ibovespa ficou em 168.333,61 pontos, alta de apenas 0,03%.

Investidores reagiram ao tom cauteloso dos bancos centrais nos EUA e no Brasil, além das incertezas geopolíticas que envolvem EUA e Irã. A bolla brasileira operou com liquidez reduzida por causa do feriado nos EUA.

O pregão oscilou ao longo do dia e chegou a testar a marca dos 168 mil pontos, mas não manteve ganhos diante da aversão ao risco externo e de dúvidas sobre a trajetória da política monetária nos próximos meses.

Cenário externo e interno

No cenário internacional, a decisão do Federal Reserve de manter os juros, com sinalização mais contida sobre inflação e crescimento, foi o principal fator de pressão. As projeções indicaram possibilidade de juros elevados por mais tempo, fortalecendo o dólar.

No Brasil, investidores repercutiram o corte de 0,25 ponto percentual na Selic anunciado pelo Copom na quarta-feira (17.jun). O comunicado sobre próximos passos foi recebido com cautela, elevando a volatilidade de juros futuros e ativos domésticos.

Além disso, as negociações entre EUA e Irã mantiveram a percepção de incerteza, contribuindo para a cautela global. A relação geopolítica, por fim, manteve o petróleo em patamar sensível, influenciando ações ligadas a commodities.

Analistas destacam que o mercado continuará sensível a sinais dos bancos centrais e ao cenário geopolítico nas próximas semanas, ajustando expectativas sobre cortes de juros no Brasil e sobre a política monetária norte-americana.

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