- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que ainda há espaço para mais um corte de 0,25 ponto na Selic, com a economia em trajetória de desinflação.
- Durigan negou que as linhas de crédito lançadas pelo governo estejam pressionando a economia, citando exemplos como linhas para compra de moto e de carro por motoristas de aplicativo e táxi.
- O Copom já havia reduzido a Selic de 14,5% para 14,25% na quarta-feira, a terceira queda consecutiva, em meio a riscos altistas por estímulos à demanda.
- O Banco Central alertou sobre efeitos de estímulos fiscais na inflação e nos juros, sem citar programas do governo.
- Durigan pediu avanço do governo nas indicações para as diretorias vagas do Banco Central (Política Econômica e Organização do Sistema Financeiro), que estão sem ocupantes desde janeiro, ressaltando a importância institucional.
Dario Durigan afirmou que ainda há espaço para um novo corte de 0,25 ponto porcentual na Selic, projeta, com a taxa em trajetória de desinflação. Também negou que as linhas de crédito lançadas pelo governo pressionem a economia.
Na quarta-feira, o Copom reduziu a Selic de 14,5% para 14,25%, o terceiro recuo consecutivo. O comitê apontou riscos de alta vinda de estímulos à demanda, sobretudo ao consumo, que podem elevar a atividade acima do produto potencial.
Durigan afirmou que as linhas de crédito, como para motos e carros, não teriam impacto macroeconômico. Ele disse não ver efeito relevante dessas medidas sobre o agregado da economia.
Diretorias do Banco Central
O ministro pediu avanços nas indicações para as duas diretorias do BC vagas desde janeiro, em razão dos mandatos expirados. Ele destacou tratar-se de questão institucional, não política, embora reconheça prerrogativa do presidente com o aval do Congresso.
As diretorias de Política Econômica e de Organização do Sistema Financeiro seguem sem ocupantes titulares. Hoje, créditos, supervisão e comunicação do Copom ficam sob gestão interina de membros já ocupantes de outras diretorias.
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