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Durigan descarta mudança no Simples, projeta elevar limite para MEIs

Durigan descarta aumento do Simples, mas planeja elevar teto do MEI para R$ 130 mil até 2028, em acordo com o Congresso

Imagem: Washington Costa/Ministério da Fazenda
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  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, descartou a alteração dos valores do Simples Nacional, citando impacto significativo nas contas públicas.
  • Ele não vê condições de ampliar os limites do Simples como um todo, apesar de manter estudo para elevar o teto dos MEIs.
  • A proposta de elevar o faturamento dos MEIs de R$ 81 mil para R$ 130 mil está sendo estudada para ocorrer nos próximos anos, com aumento previsto para 2027 e 2028.
  • O ajuste dos tetos não pode ocorrer por Medida Provisória; será uma Lei Complementar, com diálogo entre o presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Mota.
  • Durigan disse ter ido ao Supremo Tribunal Federal para alertar que as pautas do Congresso representam questão de Estado, citando um possível prejuízo de R$ 111 bilhões.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, descartou nesta terça-feira a elevação dos valores do Simples Nacional em projeto em tramitação no Congresso. Mesmo assim, sinalizou a possibilidade de ampliar o teto de faturamento dos Microempreendedores Individuais (MEIs) para 130 mil reais até 2028. A declaração ocorreu durante entrevista ao portal Jota.

Durigan explicou que o atual piso do Simples Nacional não deve sofrer mudança. O Projeto de Lei Complementar 108/2021 propõe elevar o faturamento anual das empresas beneficiárias, hoje fixado em 4,8 milhões de reais. O ministro afirmou que o aumento traria grande impacto às contas públicas e não é viável no momento.

Apesar da negativa para o Simples, Durigan informou que há estudo para aumentar o teto dos MEIs em cerca de 60,5%, de 81 mil para 130 mil reais, ao longo dos próximos anos. A ideia é apresentar uma proposta que equilibre o impacto fiscal, com perspectivas de 2027 e 2028 para chegar ao novo patamar.

O ministro ressaltou que alterações nos tetos não podem ocorrer por meio de Medida Provisória, devendo seguir em forma de Lei Complementar. O diálogo com o Congresso é apontado como prioridade, envolvendo compromisso entre o presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta, para avançar o tema.

Durigan também comentou que acionou o Supremo Tribunal Federal para discutir as pautas consideradas “bombas” pelo governo. Segundo ele, o conjunto de propostas em tramitação representa risco fiscal, com estimativa de prejuízo de até 111 bilhões de reais. O ministro afirmou que a discussão é uma questão de Estado, não de governo.

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