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Economia freia: sinais de desaceleração e impactos

Copom reduz Selic em 0,25 ponto, para 14,25% ao ano, sinalizando avanço contido e custo de oportunidade maior para a economia

. - (crédito: Caio Gomez)
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  • Copom decide reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, fixando-a em 14,25% ao ano, terceiro corte consecutivo.
  • O movimento atende a expectativas do mercado, mas é visto como prudente e pode frear a recuperação da economia real.
  • O Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) mostrou alta de 0,5% em abril, com avanço de 1,6% em 12 meses.
  • O Banco Central reconhece melhoria no primeiro trimestre, mas o custo do crédito elevado restringe investimentos e empregos formais.
  • A instituição é aconselhada a ser mais pragmática na próxima reunião para enfrentar a paralisação de crédito e riscos estruturais.

O Copom decidiu, de forma unânime, reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto, levando a Selic a 14,25% ao ano. A decisão foi anunciada após a reunião mais recente do comitê.

Dados do IBC-Br indicam descompasso entre ritmo de atividade e juros. Em abril, houve alta de 0,5%, e o indicador acumula avanço de 1,6% em 12 meses, sugerindo uma economia tentando acelerar com o freio de mão puxado.

O Banco Central reconhece avanço da atividade no primeiro trimestre, com setores cíclicos ganhando espaço e o mercado de trabalho apresentando sinais robustos. Entretanto, o custo do crédito segue elevado, dificultando investimentos e empregos formais.

Custo do dinheiro e crédito

A morosidade na expansão do crédito é apontada como entrave para o crescimento. Empresas mantêm investimentos adiados e famílias enfrentam despesas financeiras elevadas, limitando o consumo.

O BC justifica cautela pela inflação na parte superior da meta e pela volatilidade externa. Analistas destacam que alinhar geopolítica e inflação não deve atrasar completamente cortes adicionais.

Perspectivas para o futuro

Especialistas observam que manter o freio de mão pode frear a retomada. A autoridade monetária é monitorada pela necessidade de equilíbrio entre responsabilidade fiscal e estímulo ao crédito.

O texto ressalta que o cenário externo não deve ser o único critério. A efetiva recuperação depende de condições domésticas, como crédito mais acessível e confiança de empresários.

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