- O economista-chefe do Banco Central Europeu, Philip Lane, afirmou que seria difícil justificar manter as taxas de juros da zona do euro na decisão da semana passada.
- Ele ressalta que a inflação permanece acima da meta, mesmo com a economia e o sistema financeiro mostrando resiliência.
- O BCE elevou a taxa de depósito em 0,25 ponto percentual, para 2,25%.
- Lane aponta que há pressões de custos suficientes para manter a inflação acima de 3% ao longo do restante do ano.
O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, afirmou que seria difícil defender a manutenção das taxas de juros da zona do euro na decisão da semana passada. A justificativa é a inflação ainda acima da meta, aliada à resiliência da economia da região e do sistema financeiro. O BCE elevou a taxa de depósito em 0,25 ponto percentual, para 2,25%.
Lane comentou, em evento realizado em Paris, que a combinação de inflação elevada e a robustez econômica explica o ajuste. Ele ressaltou que o movimento teve como objetivo responder a pressões de custos que continuam relevantes na economia da zona do euro.
O economista também sinalizou que há projeções de custos suficientes para manter a inflação acima de 3% ao longo do restante do ano. Segundo ele, esse cenário de inflação persistente justifica aumento recente da taxa.
A decisão anunciada na semana passada faz parte de uma estratégia de aperto monetário do BCE. Lane destacou a necessidade de vigilância diante de fatores que podem sustentar pressões inflacionárias, mantendo o terreno para futuras escolhas de política monetária.
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