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EY prevê operação da Red Eléctrica com antiapagão acima de 5,6 bi em 2026

EY antecipa que custo da operação antiapagão da Red Eléctrica ultrapassará 5,6 bilhões de euros em 2026, pressionando a fatura dos consumidores

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  • EY estima que o custo da operação reforçada para evitar apagões da Red Elétrica pode chegar a mais de € 5,6 bilhões até o fim de 2026, quase 50% acima de 2025.
  • O relatório aponta que esses gastos passaram a ser estruturais e relevantes para o preço da energia, exigindo maior transparência e previsibilidade.
  • A consultoria recomenda supervisão mais rigorosa da Comissão Nacional de Mercados e da Concorrência (CNMC) e a adoção de uma metodologia de recuperação de custos por meio de encargos regulados.
  • Em comparação internacional, Espanha não trata esse custo como encargo regulado, ao contrário de Alemanha, França, Itália e Polônia, cenário que pode mudar conforme estudo do Ministério para a Transição Ecológica.
  • EY sugere ampliar investimentos na rede, renováveis e armazenamento para reduzir o peso da operação antiapagão, além de acelerar ligações de nova demanda e uso de flexibilidade para controlar a tensão.

A EY prevê que o custo da operação que garante o funcionamento seguro do sistema elétrico espanhol, incluindo a chamada operação reforçada após o apagão, passe de 2025 para mais de 5,6 bilhões de euros em 2026. O valor representa um recorde e pode impactar a conta de energia dos consumidores.

Segundo a consultoria, esse encargo já cresceu nos últimos anos, atingindo mais de 2,7 bilhões de euros em 2024, 3,8 bilhões em 2025 e 1,725 bilhão até abril de 2026. A previsão atual é de alta contínua, caso a tendência permaneça.

Para a EY, a elevação exige reforço regulatório. A recomendação é manter a função técnica da operação, mas aumentar transparência, previsibilidade e a forma de recuperá-la. O objetivo é reduzir a parcela variável e ampliar a estabilidade de custos para o consumidor.

Impacto regulatório e supervisão

O relatório enfatiza maior vigilância por parte da CNMC sobre a operação reforçada e sugere metodologia de recuperação de custos por meio de encargos regulados. A ideia é transferir esse custo da energia para uma parcela fixa da fatura.

A EY compara a Espanha com Alemanha, França, Itália e Polônia, onde o encargo já é regulado. Fontes do setor apontam que o Ministério para a Transição Ecológica pode considerar medidas semelhantes no futuro.

Perspectivas e ações de investimento

O estudo recomenda ampliar investimentos na rede e aproveitar renováveis e ativos de armazenamento para manejar tensão. Isso incluiria reduzir gastos com a operação reforçada, hoje majoritariamente suportada por usinas a gás.

Para reduzir custos, a EY aponta acelerar a conexão de nova demanda, ampliar a flexibilidade, armazenagem e serviços de mercado para controle de tensão, além de facilitar solicitações de acesso e conexão.

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