- A FedEx adicionou 17 vans elétricas à operação no Brasil, elevando o total de veículos de emissão zero para 53.
- Os modelos Mercedes-Benz eSprinter Furgão Street 320 serão usados em Campinas, Curitiba e São Paulo (já operam também em Salvador, Recife, Belo Horizonte e Rio de Janeiro).
- A expansão faz parte da meta global de eletrificar 100% da frota de coleta e entrega até 2040; no mundo, a empresa já opera mais de oito mil veículos elétricos.
- No Brasil, as 53 vans evitam cerca de 132,5 toneladas de CO₂ por ano (aproximadamente 2,5 toneladas por veículo).
- A logística de última milha é o foco da eletrificação, com desafios envolvendo infraestrutura de energia, recarga e desenvolvimento de baterias.
A FedEx, gigante americana de transporte expresso, ampliou no Brasil a sua frota de veículos elétricos com a incorporação de 17 vans. A medida eleva para 53 o total de veículos de emissão zero operando no país, como parte da meta global de zerar as emissões até 2040.
A expansão ocorre após a conclusão, no início de 2026, das operações domésticas no Brasil, com foco em remessas internacionais expressas. No Brasil, as vans elétricas atuam na última milha, entre centros de distribuição e a porta do destinatário.
As novas unidades, Mercedes-Benz eSprinter Furgão Street 320, serão distribuídas entre Campinas, Curitiba e São Paulo. Os veículos já operam no território nacional ao lado de unidades em Salvador, Recife, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
Essa é a quarta entrega de veículos elétricos da FedEx no Brasil em três anos, iniciada ainda em 2013, quando a empresa foi pioneira no setor de transporte de cargas com unidades elétricas. A eletrificação busca reduzir o impacto ambiental na última milha.
A estratégia global visa eletrificar 100% da frota de coleta e entrega até 2040. No mundo, a FedEx já opera com mais de 8.000 veículos elétricos. Hoje, o transporte representa parte relevante das emissões, com foco maior na pegada de carbono associada à aviação.
No Brasil, 53 veículos elétricos evitam cerca de 132,5 toneladas de CO2 por ano, o equivalente a 2,5 toneladas por unidade. A executiva Camila Lima aponta que o ritmo de expansão depende da infraestrutura de energia e de recarga.
Ela ressalta que o gargalo é alinhar a rede de recarga às necessidades operacionais, incluindo expansão da capacidade energética e formação de profissionais, além do avanço no desenvolvimento de baterias.
A eletrificação atua principalmente nas rotas de última milha, em áreas urbanas, onde as vans saem de centros de distribuição e entregam aos destinatários. Distâncias curtas favorecem recargas noturnas.
A expansão prioriza mercados com infraestrutura já preparada para veículos elétricos, segundo Camila Lima, mantendo equilíbrio com a capacidade operacional e a sustentabilidade do negócio.
Efeito FedEx
No conjunto regional, o Brasil é o maior mercado e o mais estratégico. Em 2025, a FedEx estimou um impacto econômico de US$ 5 bilhões na América Latina e no Caribe, conforme relatório com a Dun & Bradstreet.
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