- O Brasil discute o fim da escala 6×1, com o governo retirando a urgência do PL 1838/2026, deixando o tema para tramitação no Congresso Nacional.
- O debate ocorre em meio à falta de trabalhadores, especialmente no campo, onde o país enfrenta êxodo rural e queda da mão de obra conforme o IBGE.
- Segundo o último Censo, o campo perdeu 4,3 milhões de pessoas entre 2010 e 2022, e a população urbana passou a representar 87,4% da população.
- A Federação da Agricultura do Paraná aponta necessidade de 107 mil contratações na agropecuária do estado para manter o atual nível de produção, equivalentes a um ajuste de 16,6% na força de trabalho.
- O governo federal voltou a vetar o PL 715/2023, conhecido como PL dos Safristas, que previa contratação formal de trabalhadores rurais temporários com manutenção de acesso a programas sociais.
- O setor agropecuário afirma não ser contrário à modernização das relações de trabalho, desde que haja análise caso a caso, com respeito à sazonalidade e à realidade de atividades como a ordenha, além de exigir investimento, crédito e segurança econômica para adoção de automação.
O debate sobre o fim da escala 6×1 segue em grave impasse no Brasil. O governo retirou a urgência do Projeto de Lei 1838/2026, abrindo caminho para tramitação no Congresso e para avaliação de impactos, inclusive na qualidade de vida dos trabalhadores.
Especialistas apontam que a discussão não aborda apenas custos ou produtividade. O país enfrenta uma crise de mão de obra em vários setores, com o campo entre os mais afetados, diante de um êxodo rural persistente.
Segundo o IBGE, entre 2010 e 2022 a população rural caiu 4,3 milhões, enquanto a urbana subiu, representando 87,4% da população. O fluxo migratório não é apenas por remuneração, mas também por acesso a serviços básicos.
Impacto no campo
A Federação da Agricultura do Paraná aponta necessidade de reposição de 16,6% da força de trabalho na agropecuária do estado para manter o ritmo atual de produção, o equivalente a 107 mil novas contratações.
A aprovação de PLs sobre a contratação de trabalhadores rurais temporários é tema de debate. Embora vista como forma de ampliar renda e manter direitos, o governo federal já vetou o PL 715/2023, conhecido como PL dos Safristas.
Especialistas ressaltam que o setor não é contrario à modernização, desde que haja análise caso a caso. A sazonalidade da agroindústria, com plantio e colheita, exige flexibilidade na jornada de trabalho.
A discussão também envolve o uso de tecnologia. A automação e o incremento de produtividade são apontados como caminhos, desde que haja investimentos, crédito e segurança econômica para produtores médios e pequenos.
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