- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que ainda em junho pode haver definição de estabilização do preço do petróleo, o que permitiria reverter as medidas emergenciais de subsídio a combustíveis.
- O preço do barril Brent está em torno de US$ 80, com oscilações após o adiamento das negociações entre Estados Unidos e Irã.
- O secretário-executivo do ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que os subsídios podem ser encerrados se o petróleo permanecer em torno de US$ 80.
- Durigan citou a PEC que tramita no Senado para ampliar a autonomia do Banco Central e disse que vê problemas no texto, mantendo a necessidade de debates com o governo e o presidente Lula.
- O Plano Safra para este ano deve manter volume semelhante ao de 2025, em torno de R$ 593 bilhões, com possível liberação recorde.
O governo pode extinguir subsídios a combustíveis ainda neste mês, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A decisão depende da confirmação de estabilização do preço do petróleo ao patamar atual e da evolução das negociações no Oriente Médio.
Durigan afirmou que a avaliação deve ocorrer ainda em junho, desde que haja definição sobre a estabilidade do barril. O objetivo é reverter as medidas emergenciais caso as causas que justificaram os subsídios não existam mais.
O cenário envolve o acordo entre EUA e Irã e o andamento das negociações após incidentes no Oriente Médio, que influenciam o preço internacional do petróleo, com o Brent oscilando próximo de 80 dólares por barril.
O preço do Brent, referência mundial, acompanhou a lenta recuperação nesta sexta-feira. O petróleo chegou a subir após quedas recentes, mantendo-se acima de 78 dólares e próximo de 81 dólares por volta do meio da tarde.
Diante desse contexto, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda afirmou, na semana anterior, que a continuidade dos subsídios depende do petróleo permanecer em torno de 80 dólares. Caso se confirme a estabilidade, a retirada seria adotada por prudência.
Ainda segundo o governo, o adiamento das negociações entre EUA e Irã aumenta a cautela no mercado e pode influenciar novos movimentos de política econômica. A instabilidade pesa sobre decisões sobre subsídios.
Além das questões de energia, Durigan comentou sobre a política de juros. Ele sinalizou que o mundo pode vivenciar desinflação com o fim de tensões internacionais, abrindo espaço para novas reduções da Selic, que já sofreu três quedas consecutivas.
Sobre a PEC que tramita no Senado para ampliar a autonomia do BC, o ministro reconheceu benefícios, mas apontou riscos para a contabilidade pública e para o desenho de poderes da autoridade monetária. A decisão final caberá ao presidente Lula.
Durigan também mencionou o Plano Safra deste ano, prevendo recursos próximos aos 593 bilhões de reais usados no ciclo anterior, com possibilidade de liberação recorde em novas linhas de crédito para o setor agropecuário.
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