- Pat McCarthy, vice-presidente global de vendas do Google Workspace, afirma que a adoção de IA nas empresas começa pela liderança.
- A liderança precisa agir como exemplo, mostrando como utiliza IA na própria rotina para inspirar as equipes.
- Empresas que adotaram IA bem-sucedidamente reorganizam a estrutura, investem em multiplicadores e embaixadores da solução e costumam usar gamificação.
- Um exemplo citado envolve a divisão da empresa em “casas” com pontos por prompts ou assistentes de IA, promovendo competição saudável e impacto no negócio.
- Casos mostram ROI de até 400% em menos de seis meses, além de mudanças na rotina de trabalho, com profissionais dedicando cerca de 15 horas semanais a atividades de alto valor.
Pat McCarthy, vice-presidente global de vendas do Google Workspace, afirma que a adoção de IA nas empresas deve começar pela mesa de quem toma decisões. Em entrevista para a coluna, o executivo ressalta que o entusiasmo dos CEOs precisa ser acompanhado de provas práticas de aplicação da IA na rotina de trabalho.
Segundo ele, líderes devem demonstrar, na prática, como a IA é usada em seus próprios fluxos de trabalho, para inspirar equipes e evitar que a adoção seja vista como imposição. A mensagem é ampliar a adesão por meio de exemplos tangíveis, não por obrigação.
Para a implementação, McCarthy aponta que a IA é um projeto contínuo. Um redesenho organizacional voltado a multiplicadores internos, embaixadores da solução, pode sustentar o avanço. Ele cita ainda a gamificação como ferramenta eficaz para engajar colaboradores no uso de IA.
Entre os exemplos citados, o executivo descreve um modelo de casas inspirado em Hogwarts, onde cada funcionário recebe pontos conforme impactos positivos obtidos com prompts eficientes ou assistentes de IA bem desenhados. O esquema tem objetivo de tornar o processo motivador e voltado ao negócio.
A avaliação de resultados varia conforme as metas, com casos reportados de retorno sobre o investimento (ROI) de até 400% em menos de seis meses. Em outra evidência, a automação de tarefas repetitivas liberou cerca de 15 horas semanais para atividades de maior valor.
McCarthy também aponta que o futuro do trabalho incluirá agentes de IA com acesso rápido a dados e insights, capazes de atuar com autonomia parcial, sempre com supervisão humana. A ideia é ampliar capacidades humanas sem substituir a presença de pessoas.
Para manter a evolução, o executivo ressalta que gestão de mudança não é um evento isolado. A transformação deve ser tratada como habilidade organizacional contínua, com ajustes frequentes conforme a velocidade tecnológica aumenta.
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