- Mercado brasileiro de vitaminas e suplementos teve aumento de 42% na receita e 34% no volume entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, com crescimento contínuo nos primeiros meses de 2026.
- O avanço do setor coincide com maior exigência regulatória da Anvisa, incluindo rastreabilidade, estabilidade de fórmulas, comprovação técnica e segurança dos produtos.
- Empresas investem em tecnologia e profissionalização para reduzir falhas, padronizar processos e melhorar a transparência da cadeia desde a matéria-prima até o consumidor.
- A Hilê Indústria de Alimentos ampliou sua estrutura fabril para cerca de 10 mil metros quadrados, com capacidade diária de produção de aproximadamente 450 mil sachês de chás, 11 mil potes de suplementos solúveis e 61 mil potes de cápsulas oleosas.
- A indústria busca equilíbrio entre velocidade de inovação, rigor técnico e qualidade, investindo em automação, equipamentos de padrão farmacêutico e formação de equipes para manter consistência entre lotes.
O mercado brasileiro de vitaminas e suplementos registrou crescimento expressivo entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, com avanço de 42% na receita e 34% no volume de unidades vendidas, segundo levantamento da Interplayers, divulgado pela Veja. A expansão acompanha aumento de demanda e maior interesse dos consumidores por informações sobre procedência e formulação.
O aumento de vendas coincide com a intensificação da regulação e com a busca das empresas por maior profissionalização. Executivos apontam que marcas passaram a valorizar reputação e qualidade como ativos estratégicos, diante de exigências crescentes da indústria e do consumidor.
Regulação impulsiona padrões
A Anvisa tem aumentado gradualmente as exigências para fabricantes, abrangendo rastreabilidade, estabilidade de fórmulas, comprovação técnica e segurança. Para a Hilê Indústria de Alimentos, esse cenário eleva padrões, incentivando investimentos em tecnologia e controles de qualidade para reduzir falhas e padronizar processos entre lotes. A rastreabilidade passou a ser essencial para transparência desde a matéria-prima até a entrega ao consumidor.
Inovação e cadeia de suprimentos
Desafios incluem equilibrar velocidade de inovação com rigor técnico, já que lançamentos rápidos devem conviver com comprovação científica, estabilidade de fórmulas e conformidade regulatória. Investimentos em processos, equipes qualificadas e sistemas de controle são cruciais, segundo Sandro Botta, CEO da Hilê. A qualidade da cadeia de fornecimento depende de fornecedores homologados e validação de processos.
Estrutura e perfil de clientes
A indústria busca flexibilidade para atender desde startups até marcas consolidadas, mantendo padrões de qualidade. Na Hilê, a padronização de controles e a rastreabilidade garantem consistência independentemente do tamanho do projeto, aponta Botta. A empresa opera em Xanxerê, SC, com parque fabril de cerca de 10 mil m², capaz de produzir 450 mil sachês de chá, 11 mil potes de suplementos solúveis e 61 mil potes de cápsulas oleosas por dia.
Tecnologia como diferencial
Investimentos em automação e equipamentos com padrão farmacêutico visam maior precisão e repetibilidade entre lotes. A automação reduz intervenções manuais em etapas críticas, fortalecendo o controle interno. Botta afirma que tecnologia, qualidade e capacidade de adaptação deverão moldar as lideranças do setor nos próximos anos, com o mercado cada vez mais regulado e orientado por dados.
Perspectiva setorial
Segundo o executivo, o setor tende a evoluir com foco em estrutura robusta, controle de processos e atendimento ágil às demandas regulatórias. Empresas que anteciparem melhorias tecnológicas tendem a responder com mais rapidez a mudanças de mercado e exigências da Anvisa, fortalecendo parcerias com marcas e a confiança do consumidor.
Mais informações sobre a Hilê podem ser obtidas no site da empresa. Foto ilustrativa: Rogério Tomazelli/Hilê Indústria de Alimentos / DINO.
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