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Investidor com 100% CDI pode perder oportunidades com queda da Selic, Bari

Especialista alerta que carteira 100% CDI pode perder atratividade com queda gradual da Selic; recomenda diversificação para manter proteção e ganhos

Sede do Banco Bari em Curitiba
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  • Investidores que ficam 100% no CDI podem perder ganho futuro à medida que a Selic deve recuar gradualmente, segundo o Banco Bari, devido à inflação ainda acima da meta.
  • A projeção é de Selic em cerca de 13,50% no fim de 2026 e 11,50% em 2027, mantendo a inflação pressionada, o que exige diversificação de carteira.
  • O principal risco é não considerar a queda real dos rendimentos dos ativos pós-fixados ao longo do ciclo de redução dos juros.
  • O estudo aponta oportunidades em títulos públicos atrelados à inflação, principalmente com prazo mais longo, além de ativos como LCI, CRI e FIIs, que combinam proteção inflacionária e benefícios tributários.
  • O crédito imobiliário com garantia de imóvel cresceu no primeiro trimestre de 2026, movimentando R$ 3,16 bilhões, avanço de 25,83% frente ao mesmo período do ano anterior.

A queda gradual da taxa Selic pode reduzir a atratividade de uma carteira 100% atrelada ao CDI, mesmo com inflação ainda acima da meta. Especialistas afirmam que a concentração em ativos pós-fixados aumenta o risco de perda de ganhos ao longo do ciclo de queda.

Giuseppe Moro, head de Investimentos do Banco Bari, aponta que o investidor precisa ampliar a visão de carteira. A projeção aponta Selic em 13,50% no fim de 2026 e 11,50% em 2027, com inflação pressionada. Diversificação é recomendada frente a esse cenário.

O mercado acompanha o Copom, que sinaliza cortes graduais, mas a inflação ainda pressiona o IPCA. O principal risco apontado é a redução da taxa real sem que a inflação desacelere, prejudicando quem está com a renda fixa apenas atrelada ao CDI.

Janela de oportunidade

O momento é visto como oportunidade para travar retornos elevados antes do afrouxamento monetário se consolidar. Títulos públicos ligados à inflação, especialmente de prazos mais longos, aparecem como opção com taxas reais atrativas.

Além dos títulos públicos, o Banco Bari cita LCIs, CRIs e FIIs como alternativas que unem proteção contra inflação e benefícios fiscais para pessoas físicas, ampliando a diversificação.

Crédito imobiliário ganha espaço

O banco observa aumento da demanda por crédito com garantia de imóvel, mesmo com juros elevados. O primeiro trimestre de 2026 registrou 3,16 bilhões movimentados, alta de 25,83% versus 2025, marcando recorde histórico para o período.

O diferencial de taxas em relação ao crédito pessoal e as mudanças do Marco das Garantias ajudam a ampliar o uso de imóveis como garantia. O home equity ainda representa uma parcela pequena do crédito no Brasil, versus mais de 30% em mercados como EUA e Reino Unido.

Para Moro, o cenário aponta que queda suave da Selic não encerra oportunidades na renda fixa. O desafio é montar uma carteira equilibrada, com liquidez, proteção inflacionária e potencial de valorização no médio e longo prazo.

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