- Pat McCarthy, vice-presidente global de vendas do Google Workspace, afirma que líderes precisam gerir organizações com pessoas e agentes de IA trabalhando lado a lado.
- No Brasil, o país é considerado o maior mercado da América Latina para o Google Workspace, com uso em educação, governo, indústria, varejo e pequenas empresas.
- Empresas brasileiras já demonstram consciência sobre IA; muitas já executam projetos e outras se preparam para redesenhar processos.
- O maior desafio está na liderança: CEOs precisam mostrar na prática como usam IA, não apenas falar sobre a tecnologia.
- O futuro da gestão envolve gestores como construtores e afinadores, com agentes coordenando outros agentes e humanos mantendo decisões que exigem julgamento.
Pat McCarthy, vice-presidente global de vendas do Google Workspace, afirma que empresas brasileiras já reconhecem a importância da IA e precisam redesenhar processos para aproveitar o potencial dos agentes digitais. A adoção já saiu da etapa experimental.
Em entrevista à Época NEGÓCIOS durante passagem por São Paulo, ele destacou que a próxima transformação envolve pessoas e máquinas trabalhando juntas, com agentes autônomos operando sob supervisão humana.
Segundo o executivo, o objetivo não é substituir trabalhadores, mas transferir tarefas repetitivas para agentes, liberando humanos para funções de maior valor.
A ideia é que os chamados funcionários digitais ganhem personalidade e habilidades, atuando de forma autônoma com orientação humana, para cumprir propósitos definidos pela empresa.
O que muda na prática
Para McCarthy, líderes precisarão aprender a gerenciar organizações em que pessoas e IA convivem, com a IA apoiando decisões e processos do dia a dia.
Ele destacou que o Brasil é um dos mercados mais relevantes para o Google Workspace na América Latina, com adesão em educação, governo, indústria, varejo e pequenas empresas.
O tema, segundo ele, já está mais fundamentado do que modismo: decisões passam a se basear em resultados de negócio, não apenas na presença da tecnologia.
A liderança precisa demonstrar uso real da IA em suas rotinas, movendo-se além de comunicações públicas e apresentando evidências de melhoria de resultados.
Casos citados envolvem CEOs que utilizam agentes para preparar reuniões e prever perguntas de conselhos, reduzindo custos de consultoria e aumentando a eficiência.
Desafios e caminhos para 2024
McCarthy enfatiza que gestores devem atuar como construtores e afinadores, refinando continuamente o uso de agentes ao longo do tempo.
A visão é de orquestrar agentes para coordenar outros agentes, mantendo humanos responsáveis por decisões que exijam julgamento e contexto.
Entre os setores mais preparados, ele aponta o poder público, educação e varejo, com o varejo e bens de consumo como destaque privado.
Para o executivo, o principal obstáculo não é tecnológico, e sim a mudança de mindset de liderança, que precisa acompanhar a evolução constante das capacidades da IA.
Ele reforça que a transformação não é um projeto único, mas uma habilidade contínua, com foco constante em resultados e oportunidades de aplicação prática.
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