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Líderes da UE divergem sobre o próximo orçamento da União Europeia

Líderes da UE entram em impasse sobre o orçamento 2028-2034, com divergências entre contribuintes líquidos e beneficiários diante de 2 trilhões de euros

Cúpula dos líderes da União Europeia em Bruxelas
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  • Proposta da Comissão Europeia estabelece orçamento de dois trilhões de euros para 2028-2034.
  • Líderes da UE enfrentam impasse entre contribuintes líquidos e beneficiários, buscando um acordo unânime.
  • A proposta cipriota reduz a cifra em dois por cento, gerando apoio de alguns e resistência de outros.
  • O texto aumenta gastos com agricultores e coesão, e diminui o foco em pesquisa e inovação; Alemanha e Holanda criticam o peso de gastos tradicionais.
  • Espanha classifica a proposta como reduzida; acordo é necessário até o fim de 2027, mas eleições em vários países podem atrasar o fechamento deste ano.

O orçamento da União Europeia para 2028-2034 pode enfrentar um choque entre contribuintes líquidos e beneficiários. A Comissão Europeia propõe um teto de 2 trilhões de euros para financiar políticas como agricultura, coesão, tecnologia e programas de intercâmbio. A cada sete anos, o bloco busca um acordo unânime que permita a aprovação do montante.

Segundo a proposta inicial, os países mais ricos aportam mais recursos do que recebem, enquanto os menos favorecidos costumam garantir uma compensação maior. A disputa entre esses grupos costuma definir o ritmo das negociações, com cobranças em relação a prioridades e fontes de dinheiro.

Ao abrir as negociações, o chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que o valor apresentado é considerado alto pelos seus cofatores, defendendo reduções. A Holanda também rejeita o modelo, alegando que ele se ancora em gastos tradicionais em vez de enfrentar desafios modernos, como defesa e modernização.

A Espanha, beneficiária, critica a proposta por considerar o orçamento insuficiente frente a inflação, especialmente para áreas como agricultura e coesão. O premiê Pedro Sánchez afirmou que a proposta é inadequada e não atende às necessidades do país.

Legalmente, o acordo precisa ser fechado até o fim de 2027. Entretanto, com eleições previstas na França, Itália, Polônia, Espanha, Grécia, Estônia, Finlândia e Eslováquia, há pressão para concluir o acordo ainda neste ano, para evitar que as campanhas interfiram no processo.

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