- A campanha de Flávio Bolsonaro pode mirar a experiência de Trump em 2024, trabalhando segurança pública e economia como pilares.
- Nos Estados Unidos, a média de desemprego foi 4,1% sob o governo Biden, com inflação alta que chegou a 21,13%, o que ajudou Trump a capturar insatisfação econômica.
- No Brasil, a taxa de desemprego está em 5,8% e a inflação dos últimos 12 meses fica perto de 4,5%, com sensação de alta de preços desde a pandemia (em torno de 39,15%).
- A elevação do custo de vida tem levado ao endividamento: 81% das famílias têm alguma dívida e 81,7 milhões estão inadimplentes, segundo CNC e Serasa.
- As cobranças tributárias e o governo taxador aparecem como pontos de insatisfação, apesar da faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil; o eleitor busca pautas que tragam alívio prático no dia a dia.
Nos EUA, a vitória de Donald Trump em 2024 reabre o debate sobre estratégias eleitorais voltadas a questões econômicas e de segurança pública. O republicano priorizou temas como imigração e percepção de deterioração da economia, mesmo com indicadores de emprego próximos ao pleno emprego.
No Brasil, a análise propõe paralelos com o senador Flávio Bolsonaro, sugerindo que ele possa explorar insegurança pública e trajetória da economia para ampliar seu eleitorado, especialmente entre centro e classe média.
Contexto econômico e social
Nos Estados Unidos, a taxa de desemprego sob a gestão Biden ficou em 4,1% em média, com picos próximos de pleno emprego. A inflação, porém, acumulou alta ao longo do período, pesando no rendimento real e no custo de vida das famílias.
No Brasil, a taxa de desemprego está em 5,8% e a inflação anual se aproxima de 4,5%. Mesmo com a baixa do desemprego, a percepção de elevação de preços persiste entre a população, impactando o orçamento doméstico desde a pandemia.
Fatores de insatisfação
A inflação elevada, associada a salários que nem sempre acompanham a alta de preços, alimenta a insatisfação popular. Dados indicam que a percepção de custo de vida pressionado segue como tema central para muitos eleitores.
No Brasil, o endividamento também tem ganhado espaço entre as preocupações da população. Pesquisas apontam alto percentual de famílias com dívidas e crescente inadimplência, o que compõe o cenário econômico adverso para o cotidiano.
Impostos e percepção de governo
A percepção de um governo com alta carga tributária também aparece como fator de insatisfação. Embora haja isenção de IR para rendas até determinado teto, houve, segundo levantamentos, novas medidas de aumento de arrecadação, gerando debate sobre a qualidade da política fiscal.
A associação entre inflação, tributos e queda de poder de compra alimenta a narrativa de difícil equilíbrio financeiro para famílias de diferentes faixas.
Proposta de leitura para a campanha
Especialistas sugerem que o senador busque ampliar o apoio entre eleitores de centro e grupos mais pragmáticos, enfatizando melhoria de vida sob uma gestão com foco em segurança pública e responsabilidade econômica.
A estratégia pode combinar temas de ordem pública com a defesa de medidas para reduzir custos diários, incluindo inflação, endividamento e impostos, sem abandonar a defesa de agendas de segurança.
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