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Operação apura descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do DF envolvendo BRB

Operação apura descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do DF; alvo envolve BRB, Secretaria de Economia e Pic&Pay

Operação investiga descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do DF — Foto: TV Globo/Reprodução
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  • Polícia Civil e Ministério Público deflagraram a operação Juros Zero para investigar descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do Distrito Federal, com cinquenta mandados de busca e apreensão em Brasília, São Paulo e Curitiba.
  • Entre os alvos estão o Banco de Brasília (BRB), a Secretaria de Economia do DF, o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev), a empresa Pic&Pay e a Associação dos Servidores Públicos do DF.
  • A Pic&Pay, do grupo J&F, passou a assumir a folha de pagamento do governo do DF e ter pagamentos com “juros disfarçados” cobrados nos descontos para amortizar transações.
  • Estão sob investigação ex-secretário de Economia do DF Ney Ferraz, ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o diretor da Pic&Pay, Eduardo Chedid Simões.
  • A Justiça bloqueou quase R$ 90 milhões em contas ligadas à Pic&Pay e à Associação dos Servidores do Distrito Federal; o esquema usa um decreto distrital de 2024 como base.

O que aconteceu: a Polícia Civil, em parceria com o Ministério Público, deflagrou nesta sexta-feira uma operação que investiga descontos irregulares na folha de pagamento de servidores do Distrito Federal. Ao todo, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão.

Quem está envolvido: entre os alvos estão o Banco de Brasília BRB, responsável pelos pagamentos, a Secretaria de Economia do DF, o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev), a empresa Pic&Pay e a Associação dos Servidores Públicos do DF. Entre os investigados também aparecem ex-gestores e o diretor da Pic&Pay.

Quando e onde: a operação ocorreu pela manhã de sexta-feira, com cumprir mandados em Brasília, São Paulo e Curitiba. As ações foram batizadas de Juros Zero e envolvem o suposto uso de um decreto distrital de 2024 para viabilizar o esquema.

Por que aconteceu: o foco é descrever descontos em folhas de pagamento para amortizar transações sem cobrança de juros, prática apontada como irregular. A Pic&Pay, que passou a atuar na folha do governo do DF, é acusada de cobrar “juros disfarçados”.

Alvos e desdobramentos

A Justiça bloqueou quase R$ 90 milhões, entre valores da Pic&Pay e recursos da Associação dos Servidores do DF. A ação investiga crimes que vão desde economia popular até organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Crimes investigados e próximos passos

Entre as apurações estão fraude à economia popular, publicidade enganosa, inserção de dados em sistemas da Administração, corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As autoridades não divulgaram novos desdobramentos neste momento.

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