- Pesquisa Eleições 2026 BTG Pactual/Nexus aponta segurança, violência e criminalidade como principais preocupações, seguidas por saúde pública e corrupção; inflação e custo de vida aparecem em menor posição.
- Entre 12 e 14 de junho, com mais de dois mil entrevistados, 33% apontam segurança como principal problema, 25% saúde pública e 23% corrupção.
- Apenas 2% consideram a taxa de juros um dos principais problemas, com críticas voltadas ao Banco Central e às taxas elevadas cobradas por bancos, especialmente no cartão de crédito.
- Lula aparece na frente na avaliação de votos sobre Flávio Bolsonaro, em parte pela atuação da máquina pública e por medidas que estimulam a economia.
- Copom reduziu a Selic para 14,25% e sinalizou cautela quanto à inflação provocada por estímulos à demanda, com possibilidade de novos cortes no futuro.
O mercado financeiro diverge das preocupações dos brasileiros. Seguranças, saúde e corrupção aparecem como os maiores problemas, segundo a pesquisa Eleições 2026 BTG Pactual/Nexus, realizada entre 12 e 14 de junho e divulgada em 15 de junho. A inflação e o custo de vida ficam em segundo plano para 11% dos entrevistados.
A sondagem mostra 33% citando segurança, violência e criminalidade como principal problema. Saúde pública aparece em segundo lugar com 25%, e corrupção fica em terceiro, com 23%. Apenas 2% veem a taxa de juros como tema central, entre os respondentes.
Para o conjunto de medidas do governo, o levantamento sugere que a percepção pública pode influenciar o ambiente eleitoral. Lula, pré-candidato à reeleição, aparece com vantagem sobre Flávio Bolsonaro na avaliação de cenários de voto, segundo a pesquisa.
A avaliação sobre as políticas econômicas aponta que mais recursos foram destinados a programas sociais e ao estímulo à demanda. O estudo cita ações que movimentaram entre 200 e 300 bilhões de reais na economia, conforme cálculos de quem analisou o tema.
Copom e inflação estão na linha de preocupação do mercado. A instituição reduziu a Selic para 14,25% e sinalizou cautela quanto aos impactos inflacionários de estímulos à demanda. O BC destacou que o impulso fiscal pode manter a inflação sob controle, mas com efeitos variações.
O relatório também aponta que, embora o juro elevado consequentemente limite crédito, a percepção de risco permanece alta em cenários de endividamento familiar. A expectativa de crescimento do PIB para o segundo trimestre varia entre 0,3% e 0,5%, segundo estimativas do Ibre/FGV.
Entre 24 e 29 de junho, a atualização dos indicadores de confiança do consumidor, construção, indústria, comércio e serviços deve influenciar as projeções. A ata do Copom, prevista para 23 de junho, e o Relatório de Política Monetária, em 25 de junho, são aguardados pelo mercado.
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