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Policial preso na operação contra milícia suspeito de movimentar R$ 25 milhões

Policial preso em operação contra milícia do Catiri movimentava mais de R$ 25 milhões, com lavagem de dinheiro e proteção ao grupo

Policial militar preso na operação desta sexta-feira contra milícia que atua em Bangu, na Zona Oeste do Rio
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  • O policial militar Alexandro Santos Martins foi preso em flagrante na sexta-feira, 19, durante operação da Draco contra milícia no Catiri, em Bangu, Zona Oeste do Rio.
  • A organização é suspeita de movimentar mais de R$ 25 milhões, obtidos com taxas extorsivas a moradores, comerciantes, obras públicas e até a prefeitura.
  • O agente é acusado de lavar dinheiro e fornecer segurança privada para o grupo criminoso.
  • A ação cumpriu cinquenta mandados de busca e apreensão na capital, Baixada Fluminense e interior; três pessoas foram presas e outras duas ameaças para depor.
  • A investigação aponta que o grupo era dividido em dois núcleos: um para decisões e controle territorial, outro para movimentar e esconder recursos, com uso de contas de terceiros e empresas de fachada; houve bloqueio de contas e apreensão de celulares e computadores para perícia.

O policial militar Alexandro Santos Martins foi preso em flagrante nesta sexta-feira, 19, durante operação contra milícia no Catiri, em Bangu, Zona Oeste do Rio. A ação envolveu o cumprimento de 50 mandados de busca e apreensão na capital, Baixada Fluminense e interior. A investigação aponta lavagem de dinheiro e apoio à segurança privada do grupo.

O grupo é acusado de movimentar mais de R$ 25 milhões obtidos por cobrança de taxas de moradores, comerciantes e da prefeitura. Segundo as apurações, o policial ajudava a disfarçar a origem ilícita do dinheiro e prestava serviços de proteção para os integrantes.

A operação foi realizada pela Draco, especializada em crimes organizados. Além de Martins, três pessoas foram presas e duas encaminhadas para depoimento na delegacia.

As denúncias começaram com relatos de extorsões a empresas que atuavam em obras de saneamento e infraestrutura da região. Os criminosos teriam exigido pagamentos para liberar o andamento dos serviços.

Segundo a investigação, a organização criminosa funcionava em dois núcleos: estratégico e de movimentação de recursos. Contas de terceiros e empresas de fachada eram usadas para simular legalidade.

A Justiça decretou o bloqueio de contas e bens dos investigados. Celulares e computadores apreendidos serão periciados para identificar novos envolvidos no esquema.

A polícia informou que a ofensiva busca enfraquecer a capacidade econômica da narcomilícia e interromper o fluxo de recursos que sustenta o domínio territorial.

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