- Nova York está em primeiro lugar, seguida de Los Angeles e Chicago, entre as 100 melhores cidades dos EUA em 2026, em levantamento da Resonance que analisou 393 áreas metropolitanas.
- Os três pilares da avaliação são qualidade de vida, atratividade e prosperidade, com destaque para a complexidade econômica e a profundidade cultural nas três primeiras posições.
- Em Nova York, destacam-se a conversão de escritórios em residências (380 mil m² nos primeiros oito meses de 2025), plano de transporte público de US$ 68 bilhões nos próximos cinco anos e crescimento do turismo, com expectativa de 66 milhões de visitantes em 2026.
- Los Angeles recebe investimentos para eventos esportivos e infraestrutura, como expansão do Centro de Convenções (US$ 2,6 bilhões) e melhorias no aeroporto, além de museus em expansão, com a abertura prevista de museu de narrativa artística.
- Chicago mantém relevância em convenções e cultura, com expansão de infraestrutura, abertura do Centro Presidencial Obama e parque público próximo, além de 98% dos moradores estarem a até dez minutos a pé de um parque.
Nova York, Los Angeles e Chicago aparecem como as melhores cidades dos Estados Unidos em 2026, segundo o levantamento America’s Best Cities, da consultoria Resonance. A lista rankeia as 100 cidades a partir da análise de 393 áreas metropolitanas.
O estudo avalia três pilares: qualidade de vida, atratividade e prosperidade. A complexidade econômica e a profundidade cultural são apontadas como diferenciais para o desempenho das três primeiras colocações.
A análise aponta que o tamanho das cidades está relacionado ao sucesso observado, com mais habitantes gerando maior atividade econômica e oferta cultural. Abaixo, detalham-se as principais relações entre os fatores avaliados.
Top 3
Nova York lidera os três pilares. A cidade destaca-se pela conversão de escritórios em residências, com 380 mil m² convertidos nos primeiros oito meses de 2025, impulsionada por incentivos fiscais e reformas de zoneamento.
Há um plano de investimento de US$ 68 bilhões no transporte público para os próximos cinco anos. O aeroporto JFK passa por uma transformação de US$ 19 bilhões, com o novo terminal 1 sendo inaugurado em fases.
Em 2024, a cidade recebeu 64,5 milhões de visitantes e espera chegar a 66 milhões em 2026, com gastos de viajantes de US$ 79 bilhões no ano anterior. Ainda, o turismo é impulsionado por reformas culturais e hoteleiras em andamento.
Continuidade e infraestrutura
Em julho, o MetLife Stadium sediará a final da Copa do Mundo, enquanto o porto de Nova York receberá o Sail4th 250, a celebração dos 250 anos da independência. A reabertura do New Museum e a expansão do Met, com US$ 550 milhões, fortalecem a cena cultural.
A hotelaria de luxo avança com a renovação do W New York Union Square e a reabertura do Waldorf Astoria após reforma de US$ 2 bilhões. Los Angeles fica em segundo lugar, com foco em grandes eventos esportivos da região.
Los Angeles
A cidade tem expectativa com a Copa do Mundo de 2026, o Super Bowl de 2027 e os Jogos Olímpicos de 2028. O investimento inclui a expansão de US$ 2,6 bilhões do Centro de Convenções, melhoria no aeroporto e sistema de transporte entre terminais.
Culturalmente, LA fica em segundo em museus e terceiro em teatros e shows. O Lacma inaugurou novas galerias, enquanto o Lucas Museum of Narrative Art tem abertura prevista para setembro.
Chicago
Chicago permanece como polo de convenções e feiras, com força também na vida noturna e cultura. O restaurante Smyth foi eleito o melhor da América do Norte pela North America’s 50 Best Restaurants em 2026.
A infraestrutura registra avanços: O’Hare teve recorde de operações aéreas em 2025 e receberá 19 novos portões até 2028. Em Jackson Park, o Centro Presidencial Obama terá custo estimado de US$ 850 milhões, no conjunto de projetos.
Outras cidades e cenário
Orlando ocupa a 15ª posição, destacando-se como destino para viver, investir e fazer negócios. A área metropolitana recebeu 75 milhões de visitantes em 2024, impulsionada pela inauguração do Epic Universe em 2025.
Tampa aparece na 21ª posição, com expansão do Riverwalk e investimentos em infraestrutura, além da melhoria de conectividade com o sistema de transporte e o aeroporto.
Entre as top 50, Boulder aparece em 37ª, preparando-se para o Festival de Sundance. Asheville fica em 48º, com recuperação do setor hoteleiro após o furacão Helene. Ann Arbor fecha a lista das 50, destacando qualidade de vida e inovação.
Como o ranking é feito
Foram analisadas 393 áreas metropolitanas com base em qualidade de vida, atratividade e prosperidade. Ao todo, cerca de 50 indicadores foram considerados, complementados por uma pesquisa de percepção com mais de 2 mil domicílios. Questionaram onde gostariam de morar, visitar e trabalhar.
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