- O Move Brasil entra em vigor nesta sexta-feira (19) para taxistas e motoristas de aplicativo, com linha de crédito de R$ 30 bilhões para financiar carros zero-quilômetro a juros reduzidos.
- A aprovação depende da análise de crédito realizada pelo banco após a etapa de elegibilidade governamental, com o risco ficando com a instituição financeira.
- O motorista precisa ter histórico ativo na plataforma por pelo menos doze meses, com no mínimo cem corridas, e evitar trocar de aplicativo próximo da solicitação.
- É fundamental manter o CPF limpo: consultar Serasa e Boa Vista, regularizar pendências e quitar dívidas antes de pedir o crédito.
- Para aprovar, comprove renda estável com extratos dos últimos 3 a 6 meses, avalie a entrada (aproximadamente 30%), observe o CET e considere o custo total do financiamento.
O Move Brasil entra em vigor nesta sexta-feira (19) para facilitar o financiamento de carros zero-quilômetro por taxistas e motoristas de aplicativo, com uma linha de crédito de 30 bilhões de reais. A aprovação depende, no entanto, de duas etapas: autorização governamental e análise de crédito pela instituição financeira.
Especialistas destacam que a etapa governamental costuma ser menos determinante do que a análise de crédito. O governo subsidia o custo do dinheiro, mas o risco permanece com o banco, que aplica critérios rigorosos para definir a elegibilidade final do financiamento.
Ainda segundo os especialistas, estar dentro dos critérios do programa não garante a aprovação. O processo envolve uma avaliação de elegibilidade governamental seguida pela avaliação de crédito pela instituição financeira, com fatores distintos em cada fase.
Como funciona o primeiro filtro governamental
O governo verifica cadastro ativo na plataforma escolhida por pelo menos 12 meses e pelo menos 100 corridas no período. Não manter histórico estável pode impedir a aprovação, mesmo para quem trabalha com aplicativo. Mudanças de plataforma perto da solicitação devem ser evitadas, pois o governo cruza informações entre plataformas.
Para taxistas e cooperados, é fundamental ter licença ativa e impostos em dia. O filtro avalia a atividade profissional, não a capacidade financeira, e é normalmente superável por quem vive da atividade. Manter licenças, alvarás e registros atualizados também é recomendado.
Como verificar o CPF e o histórico de crédito
Com a elegibilidade governamental assegurada, a próxima etapa é checar o CPF junto a birôs de crédito. Qualquer restrição, por menor que seja, pode impedir a aprovação do banco. Em razão disso, é aconselhável quitar dívidas ou negociar acordos com antecedência.
Para quem já tem relacionamento bancário, aumenta a chance de aprovação. Bancos que já movimentam a conta, possuem chave Pix cadastrada ou já concederam crédito costumam facilitar a liberação do financiamento, conforme especialistas.
Prova de renda e organização financeira
A renda estável precisa ficar comprovada, especialmente para autônomos. Relatórios mensais consolidados dos ganhos, extratos da conta que recebe as corridas e a declaração de Imposto de Renda, quando aplicável, ajudam na avaliação de crédito.
Especialistas orientam manter um único fluxo de recebimento em uma conta, consolidar extratos e evitar mudanças bruscas de recebimento ao longo do processo, fortalecendo a consistência da análise.
Escolha da instituição financeira
O cenário é mais favorável na instituição com a qual o motorista já tem histórico financeiro. Bancos parceiros que cruzam dados ajudam na avaliação, e movimentar as corridas na conta facilita a comprovação de renda ao banco.
Planejamento de parcela e entrada
A parcela recomendada não deve comprometer mais de 25% a 30% da renda líquida mensal, considerando a média real de ganhos já descontando custos como combustível e manutenção. A entrada pode exigir parcela significativa, por volta de 30% do valor do veículo, dificultando o acesso para muitos.
Custo total e comparação de opções
Ao comparar propostas, o CET (Custo Efetivo Total) é o indicador mais relevante, pois engloba juros, tarifas e seguros. Além da parcela, entram custos como combustível, seguro, IPVA, manutenção e depreciação. Recomenda-se comparar o Move Brasil com outras alternativas de crédito.
Planejamento para manter o veículo
Após a aprovação, é essencial tratar a parcela como custo fixo e manter uma reserva de três a seis parcelas. Separar mensalmente recursos para IPVA, seguro e manutenção ajuda a evitar problemas caso haja redução de ganhos.
A visão estratégica aponta que a aprovação deve ser entendida como etapa, não como vitória definitiva. O objetivo é manter o crédito sustentável e compatível com a realidade financeira do motorista, considerando todos os custos envolvidos.
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