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Trump afirma que Apple fabricará chips com ajuda da Intel

Trump afirma que Apple fabricará chips com apoio da Intel, fortalecendo a produção local e aliviando gargalos na cadeia de suprimentos dos EUA

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  • A Apple e a Intel firmaram acordo para produzir semicondutores nos Estados Unidos, conforme anunciado pelo presidente Donald Trump.
  • O acordo busca diversificar a cadeia de suprimentos da Apple e aliviar gargalos na produção, especialmente diante da alta demanda por chips de IA.
  • A Apple depende hoje majoritariamente da Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), que opera próximo da capacidade máxima.
  • O anúncio impulsionou as ações da Intel, que subiram cerca de sete por cento, enquanto as da Apple aumentaram aproximadamente 0,8 por cento.
  • O governo dos Estados Unidos possui participação de 10 por cento na Intel, reflexo de estratégias para repatriar produção de semicondutores e reduzir dependência de mercados asiáticos.

A Apple e a Intel firmaram um acordo para produzir semicondutores nos Estados Unidos, anúncio feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na Truth Social. A aliança visa aliviar gargalos na cadeia de suprimentos e dar fôlego às fábricas americanas, segundo Trump.

O anúncio oficial não detalha quais componentes serão fabricados pela Intel, mas reforça que a medida integra uma estratégia do governo para fortalecer a produção local de chips. A confirmação ocorre após negociações previamente relatadas entre as empresas.

Atualmente, a Apple depende majoritariamente da TSMC para seus chips, com a demanda impulsionada pela IA sobrecarregando a capacidade da fabricante asiática. A Intel passa a ser alternativa para diversificar fornecedores e reduzir riscos de abastecimento.

A parceria marca uma mudança na relação entre as empresas: a Intel passa a atuar como fornecedora para a Apple, que já não fabrica mais chips internamente desde 2020, quando lançou a linha Apple Silicon. A Apple utiliza a infraestrutura da Intel para seus projetos, sem reintroduzir a produção de processadores da Intel.

O mercado reagiu positivamente ao anúncio: as ações da Intel subiram cerca de 7%, enquanto as da Apple avançaram aproximadamente 0,8%. A notícia também ocorre em meio a um contexto de maior envolvimento do governo americano na indústria de chips.

O governo dos Estados Unidos detém hoje cerca de 10% das ações da Intel, com o valor dessa participação superando US$ 50 bilhões. Pares do Executivo destacam esforços para repatriar produção e assegurar acesso a minerais críticos, reduzindo dependência de fontes asiáticas.

Entre os desdobramentos, está a retomada de maior presença nacional na fabricação de semicondutores, em um momento de pressão por parte de órgãos públicos para reduzir vulnerabilidades da cadeia de suprimentos. No ano passado, a liderança da Intel passou por mudanças após pressões para afastar o CEO Lip-Bu Tan, citando vínculos com o mercado chinês.

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