- As ações preferenciais da Petrobras fecharam em R$ 38,80, com queda de 5,93% na semana, impactadas pela queda do petróleo.
- O barril Brent caiu 8% na semana, para US$ 80, ainda abaixo do nível pré-guerra.
- Analistas dizem que a relação entre Petrobras e o preço do petróleo deve manter a volatilidade no curto prazo.
- Memorando entre Estados Unidos e Irã prevê fim imediato das operações militares no estreito de Hormuz após assinatura, mas negociações estão adiadas e os riscos seguem.
- Entre as brasileiras, Petrobras e Prio estão mais expostas aos preços internacionais; balanços do segundo trimestre devem refletir ganhos com a alta do petróleo.
As ações preferenciais da Petrobras fecham em R$ 38,80 na sexta-feira, 19 de junho, com queda de 5,93% na semana. O movimento acompanha a desvalorização do Brent, que recuou 8% e ficou em US$ 80 por barril.
A semana foi marcada pela assinatura, em formato digital, de um memorando entre EUA e Irã, no contexto da guerra no Oriente Médio. A expectativa de liberação do tráfego no Estreito de Hormuz ajudou a provocar volatilidade nos mercados.
Analistas ouvidos pela reportagem destacam a correlação entre o preço do petróleo e as ações da Petrobras. Mesmo com o recuo recente, o cenário segue incerto, com volatilidade prevista nos próximos dias.
O Brent caiu para níveis próximos ao pós-guerra, mas ainda aquém do pico histórico de US$ 118. A percepção de risco geopolítico permanece elevada, influenciando decisões de investimento em ativos ligados ao petróleo.
Analistas ressaltam que o estreito continua sendo ponto estratégico para o comércio mundial, o que mantém os preços sob pressão diante de fatores de demanda e oferta. A avaliação é de que o mercado pode permanecer volátil.
Entre as perspectivas, bancos e corretoras projetam que o petróleo dificilmente retornará aos patamares pré-guerra em curto prazo. Cenários variam entre manutenção de preços baixos e possível alta, conforme risk appetite.
No Brasil, Petrobras e Prio aparecem mais sensíveis a variações do preço internacional do petróleo, por serem exportadoras. Espera-se que os balanços do segundo trimestre aproveitem o ganho com a alta da commodity.
Especialistas sugerem que, se o conflito se ampliar ou se os acordos entre potências ficarem mais tensos, os preços do petróleo tendem a subir. Isso pode beneficiar empresas com forte exposição a óleo.
Mesmo com eventuais ajustes, a visão majoritária é de que o cenário energético global continuará a influenciar o desempenho de ações de petroleiras, com maior volatilidade a partir de fatores geopolíticos.
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