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Brasil negocia carne com UE; Fávaro diz que retirar antibióticos não é problema

Fávaro diz que Brasil pode retirar antibióticos da pecuária exportada para a UE e prevê acordo até setembro para evitar o embargo

Ex-ministro da Agricultura e Pecuária Carlos Fávaro acredita que problema pode ser resolvido até setembro, quando embargo passa a valer
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  • O ex-ministro da Agricultura e senador Carlos Fávaro afirmou que o Brasil pode suspender o uso de antibióticos na pecuária destinada à União Europeia e acredita em acordo até setembro.
  • A UE decidiu, no início de maio, suspender a importação de carnes brasileiras por falta de comprovação de controle no uso de medicamentos.
  • A exigência envolve o fim do uso de antimicrobianos na ração para promover o crescimento e maior rastreabilidade dos remédios veterinários.
  • Fávaro disse que não há problema em retirar os antibióticos, se for essa a exigência do comprador, e que o governo trabalha para resolver até setembro.
  • O senador afirmou que países tentam impor barreiras sanitárias para competir com a pecuária brasileira, que considerou difícil de enfrentar.

O Brasil pode resolver o embargo da União Europeia (UE) para a venda de carne até setembro, desde que atenda à exigência de cessar o uso de antibióticos na pecuária destinada ao bloco. A afirmação foi feita pelo senador e ex-ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD) neste sábado, em Dom Aquino, no Mato Grosso.

A UE anunciou, no início de maio, a suspensão de importações brasileiras por falta de comprovação do controle sobre o uso de antimicrobianos. A regra exige o fim do uso de antibióticos na ração para promoção de crescimento, além de mecanismos de rastreabilidade.

Segundo Fávaro, não há resistência brasileira a cumprir a exigência. Ele afirmou que o governo já trabalha para atender às condições e que a conclusão depende de ações do presidente Lula e do ministro da Agricultura, André, no ritmo proposto.

O ex-ministro ressaltou que países e blocos tentam reduzir a participação do Brasil no agronegócio por meio de barreiras sanitárias. Em sua visão, o Brasil continua competitivo e busca manter o acesso aos mercados internacionais, mesmo diante de medidas restritivas.

O debate ocorre em meio a prazos estabelecidos pela UE, com a aplicação prevista para setembro. O objetivo é manter o fluxo de exportação de carne brasileira mediante ajuste às regras de controle sanitário e uso de medicamentos veterinários.

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