- O Ibre/FGV mostrou queda da produtividade por horas trabalhadas no primeiro trimestre.
- O Brasil caiu sete posições no ranking mundial de competitividade.
- O colunista Gilvan Bueno diz que o crescimento do PIB não reflete aumento real de força produtiva.
- Ele aponta contradição entre PIB em alta e queda de competitividade e produtividade no país.
- Segundo Bueno, o crescimento é puxado pelo agronegócio e por políticas como transferências de renda e isenções, sem gerar ganho sustentável de produtividade.
O Ibre/FGV mostrou que a produtividade por hora trabalhada no Brasil caiu no primeiro trimestre. Paralelamente, o país recuou sete posições no ranking mundial de competitividade.
Segundo o colunista Gilvan Bueno, apresentado no CNN Prime Time, o crescimento do PIB brasileiro é inconsistente e não reflete aumento real da capacidade produtiva. A explicação dele é que a expansão não traduz força produtiva.
Bueno aponta contradição: o PIB avança, mesmo com queda de competitividade e de produtividade. Segundo ele, o país tem registrado desempenho ruim ao longo de décadas, com o PIB em trajetória desacelerada.
Para ele, grande parte do crescimento tem sido impulsionada pelo agronegócio, transformando o Brasil em produtor de commodities. Não haveria atração nem retenção de talentos nem ganho expressivo de produtividade.
O comentárico destaca ainda que o PIB brasileiro depende de transferências de renda e de incentivos setoriais, o que não sustenta um crescimento constante nem melhora a capacidade produtiva.
Entre na conversa da comunidade