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Indústria de bebidas revisa estratégia para queda de consumo de álcool nos EUA

Indústria de bebidas revisa estratégia diante da queda do consumo de álcool nos EUA, com recuo de até cinco por cento e possível retomada em 2027

O volume de álcool caiu 2% nos principais mercados de bebidas do mundo no ano passado. (Foto: Balint Porneczi/Bloomberg)
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  • Nos EUA, o volume de álcool caiu cinco por cento no ano passado e pode recuar até quatro por cento neste ano.
  • Globalmente, houve queda de dois por cento, com debatedores atribuindo a fatores econômicos e a hábitos de bem-estar; efeitos de GLP-1 e cannabis são discutidos, mas considerados de impacto limitado.
  • A geração Z está reconfigurando o consumo, com participação em alta e surgimento de quase dois novos hábitos: bebidas prontas para consumo e mistura de bebidas alcoólicas com não alcoólicas.
  • Empresas já ajustam estratégias: Diageo reduziu preços da tequila Casamigos; Remy Cointreau prepara conhaque mais acessível para atrair consumidores com menor poder aquisitivo.
  • Expectativa de recuperação gradual a partir de 2027, com foco em disponibilidade, confiança e conveniência, além de uso de inteligência artificial e canais de venda direta ao consumidor.

O consumo de álcool nos EUA caiu no último ano, com quedas acima da média global. Dados da IWSR mostram volume global 2% menor, enquanto nos Estados Unidos a redução atingiu 5%. Projeções indicam queda adicional de até 4% neste ano.

Especialistas divergem sobre a persistência do recuo. Analistas do BNP Paribas afirmam que o comportamento não é necessariamente permanente, apontando dificuldades econômicas como fator determinante. Para outros, a saúde e a cannabis ganham força entre consumidores.

A pesquisa da IWSR indica que a geração Z está exercendo papel central na mudança de padrões. Em 2025, sete em cada dez jovens relataram ter consumido álcool, frente menos da metade em 2023. Variações de acesso e preço influenciam esse movimento.

Enquanto alguns executivos apostam na recuperação, outros destacam mudanças estruturais. Chris Swonger, presidente do Distilled Spirits Council, cita o “zebra striping” e drinks prontos para consumo como tendências, com margens menores em alguns casos.

A indústria ajusta estratégias para atrair consumidores mais jovens sem perder o jogo comercial. A demanda por conveniência e bebidas com baixo teor alcoólico aparece como vetor de crescimento, ainda que o segmento de RTD seja competitivo.

Dados da IWSR apontam que a recuperação total pode levar anos. Perspectiva de retomada para 2027 é citada por analistas, com melhora gradual a partir da estabilização de volumes e participação de diferentes faixas etárias.

Principais players já promovem ajustes de preço e portfólios. A Diageo reduziu o preço da tequila Casamigos, enquanto a Remy Cointreau planeja lançar um conhaque acessível para ampliar a base de clientes sensíveis a custo.

O setor também acompanha mudanças regulatórias e tecnológicas. Aguardam-se impactos de potenciais novas regras sobre THC derivado do cânhamo, além do avanço de IA e soluções de venda direta ao consumidor para ampliar distribuição rápida e eficiente.

Autoridades e analistas destacam que a disponibilidade, confiança e agilidade na entrega podem definir o ritmo da recuperação. O mercado busca manter a relevância diante da competição com cannabis, energéticos e bebidas não alcoólicas.

Fonte principal: Bloomberg, com colaboração de Rachel Yeo. Consulte as próximas divulgações para atualizações sobre o desempenho e perspectivas do setor nos EUA.

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