- O economista Marcos Troyjo afirma que há desperdícios de oportunidades na relação Brasil–Estados Unidos e que o Brasil deve negociar com os EUA para evitar parte da tarifa de até 37,5%, buscando, ao mesmo tempo, ampliar o comércio bilateral mesmo diante de tarifas.
- Segundo Troyjo, o Brasil precisa intensificar trocas com os EUA e com outros parceiros para impulsionar o crescimento; ele destaca que o acesso a mercados globais pode aumentar com esse redesenho da relação comercial.
- Em 2025, as exportações brasileiras equivaleram a 15,3% do PIB, ocupando a 15ª posição entre os membros do G20; as importações representaram 12,9% do PIB, ficando em 16º lugar na comparação.
- O governo dos EUA avalia impor tarifas sobre as exportações brasileiras via investigações da seção 301; inicialmente houve tarifa de 10%, depois aumento para 40% em uma carta de julho, com efeitos potenciais sobre até cerca de 25% das exportações do Brasil, dependendo do pacote final aprovado.
- Troyjo ressalta que, mesmo com neoprotecionismo americano, o Brasil é visto como parceiro estratégico em setores como alimentação e minerais críticos, e que a atratividade do país para investimentos diretos estrangeiros tem aumentado; ele aponta ainda que uma mudança de governo no Brasil poderia favorecer essa relação.
O Brasil pode aumentar seu acesso a mercados globais se aproveitando oportunidades na relação com os Estados Unidos, afirma o economista Marcos Troyjo. Em entrevista ao Poder360, ele aponta desperdícios de oportunidades atuais e defende negociação com os EUA diante de possíveis tarifas.
Ele também destaca que, mesmo com tarifas, o Brasil pode ampliar o comércio bilateral e buscar maior integração com outras economias. Troyjo avalia que o país precisa intensificar trocas comerciais para sustentar o crescimento econômico.
Contexto econômico e relações com o comércio
Dados recentes indicam exportações brasileiras equivalentes a 15,3% do PIB em 2025, posição 15ª entre o G20. As importações foram 12,9% do PIB, situando o Brasil em 16º lugar entre os membros do grupo.
Tarifas americanas e impactos setoriais
Troyjo descreve o cenário de aumento de tarifas dos EUA como desafio, mas ressalva que a redução de impactos dependerá de medidas negociadas com Washington. Ele estima que parcelas relevantes das exportações brasileiras podem sofrer efeitos, dependendo do desenrolar das negociações.
Panorama de relações e geopolítica comercial
Segundo o economista, o neoprotecionismo norte-americano pode estimular a formação de novas geometrias de comércio, com maior peso para parcerias com a União Europeia e com o Brasil. Ele cita o Mercosul-UE e o dinamismo de negociações com outros blocos como reflexos dessa mudança.
Oportunidades para o Brasil no cenário global
Troyjo reforça que o Brasil tem vantagens comparativas em áreas como alimentação e minerais críticos. Com as incertezas em grandes economias, o país aparece como destino relevante de investimentos diretos, desde que haja estabilidade macroeconômica e previsibilidade regulatória.
Considerações sobre governo e incitação de mudanças
O economista aponta que a percepção de oportunidades pode mudar conforme o cenário político interno. Em sua leitura, a continuidade de políticas internas pode influir no ritmo de avanços comerciais com os EUA e com outros parceiros estratégicos.
Perspectivas para o futuro do comércio bilateral
Para Troyjo, a relação Brasil-EUA exige esforços contínuos para evitar obstáculos ao comércio. A agenda inclui ampliar o comércio, reduzir gargalos regulatórios e buscar acordos que elevem a previsibilidade para empresas brasileiras e norte-americanas.
Encerramento estratégico
O economista reforça que, diante das mudanças em várias economias, o Brasil precisa atuar proativamente para diversificar parcerias. O objetivo é manter o país entre os locomotores regionais e globais do comércio, com foco em crescimento estável e sustentável.
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