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Trump celebra acordo com o Irã, mas conflito persiste na economia global

Mercado reage com queda do barril após acordo com o Irã, mas incertezas e custos econômicos da guerra seguem no radar global

Donald Trump signs the memorandum of understanding at the Palace of Versailles, France.
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  • Donald Trump elogiou o acordo com o Irã, dizendo que o mercado o sustenta e que, sem o pacto, poderia haver depressão mundial; afirma ter encerrado o caos econômico iniciado com ataques a Irã.
  • As negociações de paz US-Irã, previstas para a Suíça, foram canceladas e depois reabertas; o Irã disse que ataques israelenses na Jordânia justificaram o fechamento do estreito de Hormuz, mas ainda há expectativa de reabertura.
  • O preço do petróleo caiu abaixo de $ 80 por barril após o anúncio do acordo, sinalizando alívio de alguns temores de escassez se o conflito persistir.
  • O impacto econômico varia por região: economia do Golfo deve recuar, com queda estimada do PIB de cerca de 2,6% neste ano; nos Estados Unidos, inflação de 4,2% e gasolina mais cara, com perspectiva de mais altas de juros.
  • Economistas alertam que o acordo não resolve completamente os prejuízos econômicos da guerra; há dúvidas sobre a durabilidade do acordo, o funcionamento do estreito de Hormuz e rumos da inflação e do crescimento nos próximos meses.

Donald Trump celebrou o acordo com o Irã nesta semana, em meio a tensões que continuam a impactar a economia global. O presidente disse que o mercado reconhece o acerto e atribuiu a solução ao fim do caos econômico iniciado com ataques contra o Irã. Segundo ele, sem o acordo haveria risco de depressão global.

No entanto, o cenário se manteve volátil até o fim de semana, com negociações de paz EUA-Irã em Genebra sendo interrompidas e depois retomadas. O Irã afirmou que bombardeios israelenses na Jordânia justificavam o fechamento temporário do estreito de Hormuz.

Apesar das incertezas, persiste a expectativa de que o estreito reabra e o tráfico que representa cerca de 20% do suprimento mundial de petróleo normalize o fluxo nos próximos dias. A cotação do petróleo caiu abaixo de US$ 80 o barril após o anúncio do acordo.

Perspectivas econômicas

A economia dos EUA, exportadora líquida de energia, manteve-se robusta, com ambiente de mercados impulsionado por investimentos em IA. Economistas questionam a velocidade de recuperação para partes da Europa e para o Reino Unido, diante da inflação.

Analistas apontam que a inflação nos EUA, já em 4,2%, pode seguir elevada, o que pode exigir reajustes nas taxas de juros. O mercado de trabalho observa impactos e a perspectiva de cortes ou alta de juros permanece em aberto.

O novo presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, aparece como peça de atuação para possíveis cortes de juros, ainda que haja pressão para elevar custos de empréstimos no curto prazo. Especialistas ressaltam que o efeito econômico pode se estender além do ano.

Desdobramentos energéticos

Na UE, o BCE já elevou juros pela primeira vez desde 2023, buscando conter a inflação ligada ao choque de energia. No Reino Unido, a inflação ficou em 2,8% em abril, com resposta de política monetária menos intensa, mas com confiança abalada.

Países em desenvolvimento enfrentam racionamento de combustível e custos mais altos de fertilizantes, o que agrava pressões sobre cadeias de suprimento. Analistas destacam que a “destruição da demanda” pode moderar novas altas de preços de energia.

Mesmo com o acordo, economistas destacam que o impacto econômico não se esgota rapidamente. O timing entre petróleo e atividades militares tende a divergir, mantendo riscos de novas oscilações e de atrasos na normalização do mercado.

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