- Alan Greenspan, economista americano e ex-presidente do Federal Reserve, morreu aos 100 anos em 22 de junho de 2026.
- Liderou o Fed de 1987 a 2006, definindo a política de juros e a supervisão de instituições financeiras, sob quatro presidentes.
- Foi reconhecido por ações durante crises, como 1987, 1997 e os ataques de 2001, além de supervisionar um dos maiores períodos de expansão econômica entre 1991 e 2001.
- Sua reputação foi revisada após a crise de 2008, com críticas à desregulamentação financeira e à confiança excessiva na autorregulação; ele admitiu falhas em parte de sua abordagem.
- Greenspan teve vínculos com Ayn Rand, escreveu livros sobre economia e política, e recebeu homenagens ao longo da carreira; era casado com a jornalista Andrea Mitchell.
Alan Greenspan, economista norte-americano e ex-presidente do Federal Reserve, morreu aos 100 anos. A informação foi confirmada por familiares e veículos de imprensa. Greenspan liderou o Fed de 1987 a 2006 e teve atuação central na política econômica dos EUA durante quase duas décadas.
Durante seu comando, o Fed respondeu a crises, manteve políticas de juros e supervisionou bancos e instituições financeiras. Sua gestão ocorreu sob quatro presidentes, incluindo Reagan, George H. W. Bush, Clinton e George W. Bush, em um período de grande transformação financeira global.
A reputação de Greenspan oscilou com o tempo. No auge, era visto como maestro da economia norte‑americana, balizando mercados e decisões políticas. Após a crise de 2008, surgiram críticas sobre a desregulamentação financeira e a dependência de autorregulação.
Carreira e impacto
Greenspan começou no setor privado, fundando Townsend-Greenspan, antes de ingressar na política pública. Assumiu a presidência do Fed em 1987, logo enfrentando o crash conhecido como Black Monday, e atuou para estabilizar mercados globais.
Ao longo de sua gestão, apoiou medidas de intervenção quando necessário, participando de pacotes de estímulo e resgates. Sua atuação coincidiu com a expansão de tecnologia, aumento de mercados de ações e períodos de baixa inflação. Também teve papel em acordos internacionais, como a coordenação de ajuda financeira em crises externas.
Controvérsias e avaliações
Críticos destacam que a desregulamentação promovida ao longo de décadas sob sua influência foi um fator na crise de 2008. Em audiências, Greenspan reconheceu falhas em sua abordagem de laissez-faire, admitindo erro em subestimar os riscos de determinadas práticas do setor financeiro.
A relação com Ayn Rand, influenciadora de suas ideias, é frequentemente mencionada para contextualizar seu pensamento liberal clássico. A defesa da autorregulação contrastou com intervenções pontuais em momentos de tensão econômica, gerando debates sobre os limites do papel do Estado.
Legado
Greenspan deixou marcas na teoria e na prática macroeconômica. Seu livro The Age of Turbulence, lançado em 2007, assim como outros trabalhos, consolidaram o perfil de um dos economistas mais influentes do final do século XX. A notícia da morte encerra uma fase de amplos debates sobre governança econômica.
Nascido em Nova York em 1926, Greenspan teve uma trajetória que combinou música e finanças antes de chegar ao epicentro da política monetária. Sua vida pública, marcada por ascensão rápida e controvérsias persistentes, permanece objeto de estudo para economistas e historiadores. Fonte: The Guardian.
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