- A Anfavea enviou ao governo uma carta alertando sobre riscos de isenção de impostos para marcas chinesas no Brasil.
- A volta do imposto zero para kits CKD e SKD (completo e parcialmente desmontado) poderia eliminar cerca de 69 mil empregos diretos e ameaçar bilhões de reais em investimentos.
- O presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, afirmou que a medida pode prejudicar a competitividade das montadoras nacionais e impactar toda a cadeia produtiva.
- A entidade afirmou que a medida pode gerar guerra fiscal e prejudicar relações comerciais com parceiros internacionais, além de citar desafios como alta carga tributária e complexidade regulatória.
- A Anfavea pediu avaliação cuidadosa dos impactos e colocou-se à disposição para colaborar em soluções; a decisão ainda não foi tomada.
A Anfavea, associação que representa fabricantes de veículos, enviou uma carta ao governo brasileiro alertando sobre os riscos de zerar impostos para marcas chinesas no Brasil. A entidade afirma que a volta do imposto zero para kits CKD e SKD pode eliminar cerca de 69 mil empregos diretos na indústria automotiva e ameaçar bilhões de reais em investimentos.
O presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, disse que a medida pode reduzir a competitividade das montadoras nacionais e impactar fornecedores e concessionárias. A indústria automotiva é apresentada como setor estratégico, com atuação em geração de empregos, arrecadação e inovação tecnológica.
A carta foi enviada após o governo sinalizar a possibilidade de zerar a alíquota para veículos importados da China. A Anfavea sustenta que a medida pode estimular uma guerra fiscal e prejudicar as relações comerciais do Brasil com parceiros internacionais.
A entidade também aponta que a indústria já enfrenta desafios como carga tributária elevada, complexidade regulatória e competição de veículos importados de outras origens. Moraes pediu avaliação cuidadosa dos impactos e a busca de alternativas mais benéficas ao setor.
Segundo a Anfavea, a política tributária pode afetar toda a cadeia produtiva, desde fornecedores até concessionárias. A associação se colocou à disposição para colaborar com o governo na busca de soluções sustentáveis para o setor automotivo brasileiro.
O governo ainda não definiu a decisão sobre a isenção de impostos. O setor automotivo permanece atento ao andamento das discussões e às possíveis mudanças na política tributária do Brasil.
Por Igor Veiga, do Otempo Autotempo.
Entre na conversa da comunidade