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Ao resolver problema da empresa da família ele cria negócio que fatura 37 milhões

F360 registra receita de R$ 36,9 milhões em 2025, com crescimento de 34%, e projeta R$ 46 milhões neste ano, mirando IA e o split payment na reforma tributária

Henrique Carbonell, fundador da F360 — Foto: Divulgação
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  • Henrique Carbonell criou a F360 ao observar falhas na gestão de pequenas e médias lojas do varejo; hoje a empresa foca em tecnologia para automatizar ações e apoiar a reforma tributária, com receita de R$ 36,9 milhões em 2025 e Ebitda de R$ 7,4 milhões (margem de 21,5%), com projeção de R$ 46 milhões para este ano.
  • A empresa tem base de mais de 15 mil clientes, trabalha com 120 colaboradores e registra crescimento anual entre 30% e 35%.
  • A F360 opera como plataforma SaaS 100% em nuvem, evoluindo de backoffice para um ecossistema que também oferece antecipação de recebíveis dentro da mesma plataforma.
  • Em 2020 recebeu aporte de R$ 50 milhões de um fundo de investimento, tornou-se sociedade anônima de capital fechado, com conselho e auditorias anuais; o fundo permanece como sócio.
  • Os planos atuais incluem tornar a plataforma um “CFO digital” com IA que gere insights e planos de ação a partir dos demonstrativos de resultados, além de adaptar o sistema à reforma tributária e ao split payment.

A F360, plataforma de gestão financeira voltada ao varejo, crescerá com foco na reforma tributária e na automação de planos de ação. Fundada por Henrique Carbonell, nasceu ao observar a empresa da família.

Com quase 12 anos no mercado, a plataforma registrou receita de R$ 36,9 milhões em 2025 e EBITDA de R$ 7,4 milhões, com margem de 21,5%. A projeção para este ano é de faturamento de R$ 46 milhões.

A base de clientes ultrapassa 15 mil, em uma operação com 120 funcionários. A empresa mantém crescimento anual entre 30% e 35% e prevê expansão de 32% no caixa para 2026.

A origem da F360

Henrique Carbonell cresceu no ambiente de franquias da família. Após quatro anos no setor bancário, aos 21 anos ingressou nos negócios e identificou lacunas na gestão operacional. A ideia nasceu da necessidade de substituir processos manuais.

O protagonista procurou alguém com visão para desenvolver o software e reuniu Luiz Saouda, hoje CTO, parceiro desde então. A dupla lidera o desenvolvimento técnico da empresa.

Entre os principais gargalos identificados estão o alto volume de dados e ciclos financeiros desfavoráveis. Um exemplo citado envolve lojas com 3 mil operações mensais, muitas parceladas, elevando a complexidade de controle.

A mortalidade das PMEs, estimada em 35% pelo Sebrae, é atribuída à falta de visibilidade das finanças. Um terço dos cancelamentos de assinaturas da F360 decorre do fechamento das atividades dos clientes.

Governança e expansão tecnológica

A F360 atua como SaaS 100% em nuvem, evoluindo de backoffice para um ecossistema que antecipa recebíveis. O cliente pode receber adiantamento de compras parceladas e repassar pagamentos da bandeira de cartão à empresa.

Em 2020, a empresa recebeu aporte de R$ 50 milhões de um fundo de investimento, o que acelerou o crescimento e consolidou a governança. O fundo mantém participação no conselho e a empresa atua com auditorias anuais.

A governança passou a incluir reuniões mensais, prestação de contas estruturada e cerimônias de reporte, buscando transparência e segurança. A direção reforça que governança desde cedo favorece crescimento.

O CFO digital e a reforma tributária

A companhia trabalha para transformar a plataforma em uma mentalidade AI First, com soluções de IA para atuar como CFO digital. A ideia é entregar insights e planos de ação automáticos aos lojistas a partir dos demonstrativos de resultados.

O objetivo é que a ferramenta analise dados e indique oportunidades de melhoria, além de oferecer planos de ação para apoiar decisões, especialmente em redes de varejo com alto volume de dados.

Paralelamente, a F360 prepara a adaptação às mudanças da reforma tributária, em especial para o split payment. O mecanismo envolve retenção de impostos na liquidação da venda e exige ajustes nas ferramentas de gestão de recebíveis.

Embora o governo tenha publicado um manual, as regras operacionais ainda não estão consolidadas. O executivo ressalta que a transformação tecnológica é essencial para manter a precisão financeira.

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