- BNDES e Petrobras assinaram protocolo de intenções para uma iniciativa de pesquisa, desenvolvimento e inovação ligada a minerais críticos e estratégicos, com foco na transição energética.
- O acordo prevê troca de informações sobre lacunas produtivas e tecnológicas nessas cadeias, com participação do Cenpes e possibilidade de extensão a parcerias com a Vale.
- O Brasil é apontado como terceiro maior produtor de alumina, possui a quarta maior reserva de estanho e a segunda maior reserva de grafite natural, estando entre os cinco maiores produtores de lítio.
- Também foi anunciado o resultado do primeiro leilão do ProFloresta+, que selecionou três empresas para fornecer cinco milhões de créditos de carbono originados de restauração na Amazônia.
- O projeto deve mobilizar cerca de R$ 450 milhões em investimentos, gerar 6,3 mil empregos verdes, plantar mais de 25 milhões de árvores nativas e capturar cinco milhões de toneladas de carbono.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petrobras assinaram nesta segunda-feira, 22, um protocolo de intenções para pesquisa, desenvolvimento e inovação voltados a minerais críticos e estratégicos. O acordo envolve troca de informações sobre lacunas produtivas e tecnológicas. Participaram o presidente Lula, Aloizio Mercadante (BNDES) e Magda Chambriard (Petrobras).
O objetivo é alinhar ações para apoiar a transição energética e a descarbonização. A iniciativa pretende gerar valor para o Brasil a partir das cadeias de minerais, com foco em avanços tecnológicos e produtivos. O Cenpes, órgão da Petrobras, integra a parceria e poderá incluir a Vale futuramente.
Segundo Mercadante, o Brasil figura entre os maiores produtores e detentores de reservas de minerais críticos. O país aparece entre as maiores posições globais em alumina, estanho, grafite, lítio, manganês e níquel, fortalecendo o potencial estratégico da parceria.
ProFloresta+
O encontro também divulgou os resultados do primeiro leilão do ProFloresta+, conjunto do BNDES e da Petrobras para créditos de carbono de alta integridade. Três empresas foram selecionadas para fornecer cinco milhões de créditos de restauração na Amazônia.
O programa mobilizará cerca de R$ 450 milhões em investimentos apenas no plantio. A iniciativa prevê a geração de 6,3 mil empregos verdes, o plantio de mais de 25 milhões de árvores nativas e a captura de 5 milhões de toneladas de carbono.
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