- Entre fevereiro e início de junho, a gasolina subiu 17,5% no mundo, enquanto no Brasil o aumento foi de 4,9%.
- No caso do diesel, a alta global chegou a 23,3%, e no Brasil ficou em 13,6%.
- O governo federal é apontado como determinante para reduzir o impacto, por meio de controle de preços e subsídios.
- O diretor técnico do Ineep, Mahatma Ramos, afirma que o Estado foi essencial para mitigar os efeitos do choque internacional nos preços domésticos.
- Ramos também destaca a necessidade de medidas estruturais de longo prazo e menciona que a Petrobras tem papel relevante, mas alerta sobre riscos da desnacionalização e da privatização.
O Brasil foi o país que menos sentiu o impacto da alta global do petróleo desde o início da guerra no Oriente Médio. Entre fevereiro e o início de junho, a gasolina subiu 4,9% no Brasil, ante 17,5% no mundo. O diesel avançou 13,6% no Brasil, frente a 23,3% globalmente.
A avaliação é do Ineep, Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. O estudo aponta que políticas de controle de preços e subsídios adotadas pelo governo ajudaram a mitigar os efeitos do choque internacional sobre os combustíveis.
Mahatma Ramos, diretor técnico do Ineep, afirma que o Estado brasileiro foi essencial para atenuar os impactos nos preços internos. A análise destaca que medidas emergenciais visam reduzir o choque inicial das primeiras semanas de conflito.
Segundo o Ineep, ainda cabe avaliar se o cessar-fogo em negociação pode se consolidar e, assim, interromper a pressão inflacionária sobre os combustíveis no mercado internacional. O estudo reforça a necessidade de ações estruturais de longo prazo.
Atuação de Petrobras e caminhos para o longo prazo
Ramos também ressalta a importância da atuação da Petrobras como fator de estabilidade econômica no setor. O técnico aponta, contudo, para riscos ligados a processos de desnacionalização e privatização que podem limitar o papel do Estado no mercado.
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