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BYD cobra cotas de importação; Anfavea cria bloco de resistência

BYD cobra que governo cumpra promessa de desoneração com investimentos no Brasil, enquanto Anfavea centraliza resistência à prorrogação de cotas de importação

Montadora chinesa pede que governo cumpra promessa de desoneração mediante investimento no Brasil, enquanto fabricantes instaladas no País pedem fim de incentivo
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  • A BYD exige que o governo cumpra o acordo de desoneração mediante investimentos no Brasil, sem apresentar novos pleitos de incentivo, segundo o vice‑presidente Alexandre Baldy.
  • A Anfavea lançou uma mobilização contra a possível prorrogação das cotas de importação para CKD e SKD, além de peças sem desmontar, temendo favorecimento à BYD e a outras marcas.
  • Originalmente, o governo negociou redução do Imposto de Importação para CKD e SKD até 2028 para incentivar novas fábricas no País; o retorno à alíquota cheia (35%) está previsto para 31 de janeiro de 2027, com cotas semestrais condicionadas a investimentos locais.
  • A BYD afirma ter comprovado investimentos no Brasil, incluindo um complexo em Camaçari (Bahia) que já emprega cerca de cinco mil pessoas, e recebeu auditorias que validaram notas fiscais e documentos.
  • A Anfavea criou uma coalizão com Sindipeças, Firjan, Fiep e sindicatos de metalúrgicos para barrar decisões que beneficiem a BYD, destacando que 11 novas marcas viajaram ao Brasil mesmo sem as desonerações pleiteadas.

A BYD cobra do governo o cumprimento do acordo de desoneração mediante investimentos no Brasil, enquanto fabricantes instaladas no país mobilizam resistência contra a prorrogação de incentivos. A ofensiva acontece em meio a discussões sobre cotas de importação para CKD e SKD.

A mudança envolve a possibilidade de o governo restabelecer cotas isentas para veículos híbridos e elétricos, além de peças semiacabadas para montagem local. A disputa centraliza-se na Camex e no desenho de estímulos aos fabricantes estrangeiros.

A Anfavea coordena o movimento contra a extensão de benefícios, argumentando que o mercado continua atrativo e que novas marcas ainda chegaram mesmo sem as desonerações. A BYD afirma apenas ter cumprido o pactuado, sem exigir novos benefícios.

Ponto de discórdia: as cotas de importação

Originalmente, caducou a redução do Imposto de Importação para CKD e SKD até 2028, para incentivar novas fábricas. A renovação depende de cotas transitórias condicionadas a investimentos locais. A BYD aponta que já comprovou aporte de bilhões de reais no Brasil e não teve as cotas liberadas.

Segundo a empresa, o complexo de Camaçari (BA) já gera 5 mil empregos diretos e investiu cerca de R$ 3 bilhões, sem recorrer a financiamentos públicos. A BYD afirma que não fez novos pleitos de incentivos fiscais.

A Anfavea lidera coalizão para barrar qualquer decisão favorável à BYD. A entidade destaca a chegada de 11 novas marcas ao Brasil recentemente, mesmo sem as desonerações pleiteadas, e trabalha com sindicatos e federações de indústria.

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