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CEO da Lilly planeja romper ciclo de altos e baixos da indústria farmacêutica

A Lilly busca quebrar o ciclo de altas e quedas do setor, com Mounjaro e Zepbound fortalecendo receita e a imagem pública

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  • Quando Dave Ricks assumiu a presidência executiva da Eli Lilly em dois mil e dezessete, a indústria farmacêutica enfrentava críticas fortes sobre preços elevados.
  • Nos Estados Unidos, as operadoras de medicamentos eram vistas com des ďeno de estima; o então presidente Donald Trump atacava os altos preços e relatos de racionamento de insulina foram divulgados.
  • A imagem pública da Lilly era prejudicada por essa percepção e pela pressão regulatória e social.
  • Quase uma década depois, o humor em relação à Lilly mudou, impulsionado pelos remédios para diabetes Mounjaro e obesidade Zepbound, que elevaram a fortuna da empresa.
  • A matéria traz um olhar de Madison Muller, repórter de saúde da Bloomberg News, sobre como a empresa planeja enfrentar o ciclo de expansão e retração do setor farmacêutico.

Dave Ricks assumiu a presidência da Eli Lilly & Co. em 2017, diante de uma indústria sob pressão pública. Na época, americanos viam farmacêuticas com menos confiança do que companhias aéreas, escritórios de advocacia e até o governo federal. O discurso sobre preços elevados ganhava força, com relatos derationando diabetes que levavam pacientes a racionar insulina.

O contexto político também contribuiu para a imagem negativa. O então presidente Donald Trump criticava o setor por custos altos, o que tornou a gestão de crise de relações públicas um desafio para a Lilly. Ricks tornou-se o 11º CEO da empresa em 150 anos de história, conforme apurado pela imprensa no período.

Hoje, o humor de mercado mudou significativamente para a Lilly. O destaque da farmacêutica ficou com o lançamento de dois medicamentos: Mounjaro, para diabetes, e Zepbound, para obesidade. Esses fármacos impulsionaram a rentabilidade da empresa e influenciaram a percepção pública sobre o perfil da Lilly.

Desempenho e estratégia

Mounjaro e Zepbound elevaram as receitas da Lilly, fortalecendo a posição da empresa no setor de saúde. Executivos e analistas passaram a enxergar a companhia como mais estável, em meio a ciclos de alta e baixa da indústria farmacêutica. A narrativa pública passou a enfatizar inovação e impacto clínico.

Segundo relatos de fontes setoriais, o sucesso desses medicamentos tem contribuído para uma mudança de imagem da Lilly, tornando-a menos associada apenas a pressões de preços. O padrão de crescimento, no entanto, depende de aprovação regulatória contínua, produção em escala e aceitação clínica.

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