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Como as apostas estão mudando o varejo e disputando o bolso do consumidor

Bets desviam até R$ 50 bilhões por ano do varejo; varejo aposta em gameficação e mídia digital, enquanto governo avalia bloqueio de recursos e responsabilização de influenciadores

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  • O varejo brasileiro enfrenta queda de até R$ 40 bilhões a R$ 50 bilhões anuais em consumo devido às apostas esportivas online (bets), levando empresas a investir em gameficação e em mídia digital.
  • Empresas adotam elementos de jogos, como roletas, em sites de e-commerce para atrair a geração Z e Millennials, especialmente em grandes centros do Sudeste.
  • O segmento de alimentos, sobretudo itens de indulgência, é apontado como o mais impactado pela competição das bets pelo bolso do consumidor.
  • O governo Lula anunciou medidas para combater bets ilegais, incluindo bloqueio de recursos e aumento da responsabilização tributária de influenciadores que promovem plataformas ilegais.
  • Estudos indicam que apostas afetam mais o varejo do interior e redes regionais com público acima de 45 anos, enquanto o público jovem do Sudeste é o mais atingido.

O varejo brasileiro encara a concorrência das apostas esportivas online, que desviam até R$ 50 bilhões por ano de bens e serviços. Empresas adotam gameficação em sites de e-commerce e redirecionam verbas para mídias digitais para reter clientes. O objetivo é reduzir perdas para as bets, principalmente entre o público jovem.

Segundo a PwC Strategy& Brasil, o mercado de bets cresceu desde 2023, impactando fortemente o varejo. A consultoria aponta que a soma desviada pode chegar a entre R$ 40 bilhões e R$ 50 bilhões anuais. O setor também cita impactos em itens de indulgência.

Especialistas apontam que, para reagir, varejistas investem em elementos de jogos, como roletas, para atrair clientes nos sites de compras. A ideia é competir com a atratividade das plataformas de apostas sem abandonar a função essencial do comércio eletrônico.

Entre os grupos mais afetados, o segmento de alimentos, especialmente itens de indulgência e guloseimas, é citado como fortemente impactado pela competição com as bets. Pesquisas indicam que o público jovem predomina entre os apostadores.

Estudos indicam que a aposta atrai sobretudo jovens da região Sudeste, com geração Z e Millennials como principais segmentos de público. Varejistas com foco em grandes áreas urbanas relatam maior pressão competitiva. Redes regionais com público acima de 45 anos apresentam menor impacto.

Ações do governo contra apostas ilegais

O governo federal anunciou, na sexta-feira 19, medidas para bloquear recursos de bets ilegais. Os recursos congelados serão somados ao Fundo Nacional de Segurança Pública, com cooperação entre Fazenda e MJSP. A iniciativa visa ampliar a repressão a apostas não reguladas.

Influenciadores que promoverem plataformas ilegais poderão ser responsabilizados tributariamente, conforme o secretário da Receita Federal. A atuação inclui cobrança de Imposto de Renda, PIS e Cofins, além de sanções administrativas previstas pela SPA.

As ações buscam proteger o mercado formal e reduzir riscos à saúde pública associada às apostas. O governo reforça o objetivo de manter o ambiente de consumo seguro e estável para varejistas e consumidores.

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