- O Complexo portuário de Vitória-Vila Velha, privatizado e gerido pela Vports Autoridade Portuária S.A., busca aumentar a atuação, com foco na exportação de petróleo, e pretende dobrar a receita até 2030, partindo dos R$ 381 milhões registrados em 2025.
- A Vports informou ter formado dezoito novas parcerias e mobilizado 1,6 bilhão de reais em investimentos, com a movimentação de cargas nos dois terminais crescendo 15% em 2024, para 8,4 milhões de toneladas, frente a 7 milhões em mais de uma década.
- O porto ganhará área de armazenamento adicional e ampliará o calado do berço de atracação de 10,6 metros para 12,5 metros, permitindo receber navios de até cinquenta mil toneladas; o projeto envolve investimento de 140 milhões de reais em parceria com a Multilift, gerando 40 mil metros quadrados de área de armazenagem.
- Está em curso a construção de um berço para exportação de petróleo, com contrato assinado com a Blue Terminals, licença ambiental em andamento e previsão de início dos embarques em janeiro de 2028, com investimento de 340 milhões de reais do parceiro.
- A meta de capacidade é subir de dez milhões para dezesseis milhões de toneladas por ano até 2030; até abril deste ano, o volume já havia crescido oito por cento, e o EBITDA era de 220 milhões de reais no último período, com margem próxima de sessenta por cento.
O complexo portuário de Vitória-Vila Velha, hoje gerido pela VPorts Autoridade Portuária S.A., mantém trajetória de crescimento após a privatização. Em 2022, a antiga Codesa foi arrematada por um fundo da Quadra Capital por 106 milhões de reais. A gestão privada visa ampliar operações e investimentos.
A VPorts planeja elevar a receita de operação até 2030, mirando acima de 700 milhões? Não, como informado, a meta é superar os 381 milhões registrados em 2025. Entre as ações está a inserção de novas cargas, incluindo a exportação de petróleo extraído nas bacias capixabas.
Desde a privatização, a empresa destaca parcerias e ganhos de eficiência. Em dois anos, foram firmadas 18 parcerias, com investimentos de 1,6 bilhão de reais. A movimentação de cargas nos dois terminais cresceu 15% em 2024, alcançando 8,4 milhões de toneladas.
Novos investimentos e ampliação de capacidade
O porto ganhará área de armazenamento adicional com a duplicação do transporte de ferro-gusa, de 500 mil para 1 milhão de toneladas por ano. A parceria entre VPorts, VLI e Multilift viabiliza o projeto, com investimento de 140 milhões de reais.
O berço de atracação ganhará calado de 12,5 metros, permitindo recebimento de navios de até 50 mil toneladas. A área de armazenamento vai crescer em 40 mil metros quadrados, ampliando a capacidade de movimentação de cargas.
Além disso, a VPorts investe na melhoria da especialização de cargas. O estado capixaba está geograficamente próximo a uma parte relevante do PIB nacional, com duas ferrovias ligando o porto a grandes polos de produção. A área de contêineres foi ampliada em maio, com movimentação anual de quase 300 mil TEUs no terminal de Vila Velha.
A secretaria de operações também avança no plano de exportação de petróleo, com contrato com a Blue Terminals. A licença ambiental está em fase de obtenção, e o cronograma prevê o início dos embarques em janeiro de 2028, com investimento de 340 milhões de reais do parceiro.
A VPorts aponta que, de acordo com dados internos, o Espírito Santo concentra 60% do PIB nacional a menos de 1 mil quilômetros de raio. A movimentação de cargas em 2024 superou o ano anterior, refletindo a atuação da empresa na integração de terminais e ferrovias.
O desempenho financeiro, segundo a gestão, reforça a recuperação após a privatização. O EBITDA de 2023-2024 ficou próximo de 220 milhões de reais, com margem de quase 60% sobre uma receita de 381 milhões. A Fitch Ratings atribui à VPorts um rating Triple A.
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