- O conselho da Vale pediu aos acionistas para rejeitar a proposta da Previ de destituir o presidente, Daniel Stieler, e eleger José Maurício Coelho, em assembleia marcada para 22 de julho.
- A instituição recomenda manter Stieler no posto; caso haja destituição, sugere que a substituta seja Ieda Gomes e que, sem Stieler, Marcelo Gasparino presida o colegiado.
- A destituição implicaria nova eleição para a presidência do conselho, segundo a recomendação da mineradora.
- A Previ ficou isolada na reunião, sendo a única a votar pela destituição de Stieler e pela eleição de Coelho; o voto foi do presidente da fundação, Marcio Chiumento.
- O Previ é o maior acionista individual, com 7,02%; outros acionistas relevantes incluem Mitsui (6,45%), BlackRock (6,71%) e Capital World Investors (5,13%).
O conselho de administração da Vale decidiu recomendar aos acionistas que rejeitem a proposta da Previ, fundo de pensão dos trabalhadores do Banco do Brasil, para alterar o comando do colegiado em assembleia marcada para 22 de julho. A Previ havia sugerido destituir o presidente Daniel Stieler e eleger José Maurício Coelho para a vaga.
A reunião do conselho ocorreu na sexta-feira passada. A Vale aprovou a realização da assembleia, mas orientou a manutenção de Stieler e indicou que, caso haja destituição, a substituta deve ser Ieda Gomes. A Previ sustenta que a mudança fortalecia a governança e o alinhamento com interesses dos acionistas.
A destituição de Stieler implicaria nova eleição para a presidência. A Previ apoia a candidatura de Ollie Oliveira ao posto. Sem Stieler, o conselho poderia ser presidido por Marcelo Gasparino, segundo a recomendação do corpo deliberativo.
A Vale não tem um dono único; entre os acionistas relevantes estão a Previ, Mitsui, BlackRock e Capital World Investors. A Previ detém 7,02% do capital, seguida por Mitsui (6,45%), BlackRock (6,71%) e Capital World Investors (5,13%). O restante está pulverizado.
A Folha apurou que a Previ ficou isolada na reunião, sendo a única a defender a destituição de Stieler e a eleição de Coelho. O voto ficou a cargo de Marcio Chiumento, presidente da Previ, que representa a fundação no conselho.
Stieler foi presidente da Previ entre 2021 e 2023 e integra o conselho da Vale desde então. O mandato de Stieler, como o dos demais conselheiros, vai até 2027. A Previ argumenta que a mudança fortalece práticas de governança e gestão estratégica.
Uma fonte do conselho descreveu a ofensiva da Previ como uma tentativa de ingerência política na mineradora. O tema gera ansiedade entre investidores e reforça o debate sobre a relação da Vale com o governo federal, já sob críticas do governo de Lula no passado.
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