- Maria Melchor, jovem coach financeira e autora, cresceu sem documentação nos EUA e hoje ajuda imigrantes de primeira geração a acumular riqueza.
- Ela começou a compartilhar dicas nas redes sociais e lança o segundo livro, Always Have Enough, em setembro.
- Entre as orientações, ela destaca a importância de proteger ativos apesar do status migratório e estabelecer limites financeiros familiares.
- Melchor apresenta o sistema Mine, Yours and Ours para metas individuais, compartilhadas e familiares, incentivando contas próprias e planejamento conjunto.
- Ela defende o uso de instituições financeiras e de programas públicos como ferramentas para estabilidade financeira, conectando finanças pessoais a políticas públicas.
Maria Melchor, que cresceu sem documentação nos EUA, ganhou seu primeiro pagamento de 1.414 dólares ao início de carreira como assistente jurídica na Legal Aid Society, em Nova York. Ela relata que, na época, tinha mais do que precisava, mesmo com empréstimos estudantis em carência.
Hoje com 30 anos, Melchor virou coach financeira e traz uma perspectiva de primeira geração para quem busca prosperidade. Ela mescla conselhos tradicionais com vivências de quem precisou vencer barreiras impostas pelo status imigratório.
Sua trajetória ganhou visibilidade com conteúdos no Instagram, onde soma 194 mil seguidores, falando sobre proteção de ativos para quem é indocumentado e sobre gastos com imigração. Em setembro, lança o segundo livro Always Have Enough.
A entrevista ao Guardian aborda o conceito de culpa de primeira geração, proteção de bens para pessoas indocumentadas e o papel da educação financeira como tema político. Melchor ressalta que o dinheiro está ligado a redes familiares.
Segundo Melchor, muitos imigrantes dependem de empregos informais ou pagamentos em dinheiro, o que dificulta o acesso a planos de aposentadoria ou seguridade social. Ela defende estratégias para manter ativos mesmo sem status pleno.
Ela orienta abrir contas bancárias com cautela, destacando que não há lei federal que exija status para abrir conta, e que serviços variam entre bancos. O Itin é apontado como instrumento fiscal para comprovar histórico de trabalho.
Melchor afirma que, mesmo com reservas, o sistema financeiro pode ser necessário para estabilidade de médio a longo prazo. Optar por excluir-se dessas instituições pode manter pessoas em modo de sobrevivência.
Na prática, ela incentiva dividir objetivos entre “mine”, “yours” e “ours” para equilibrar metas individuais e familiares. Assim, define prioridades próprias, de parentes e de outros entes, com planejamento compartilhado.
Sobre investimentos, ela aponta uma diferença cultural: nos países de origem, imóveis são vistos como ativo estável; nos EUA, o mercado de ações, com fundos de índice, pode ser mais acessível e menos exigente em crédito e entrada.
O livro de Melchor aborda ainda acesso a benefícios públicos como seguro-desemprego e programas de assistência, com o objetivo de ampliar o alcance de recursos para comunidades imigrantes.
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