- O programa Crédito do Trabalhador completou um ano de operação em março de 2026.
- O volume mensal de consignado privado subiu de 1,5 bilhão para quase 11 bilhões de reais, conforme dados do Banco Central avaliados pela Serasa Experian.
- A média dos contratos caiu de 8,6 mil para 2,3 mil reais, e o prazo de pagamento recuou 48%.
- A ampliação do crédito aumentou a pulverização das concessões e a competitividade entre instituições financeiras.
- Cerca de 78% dos aderentes disseram ter 81% da renda comprometida com dívidas, apontando necessidade de educação financeira em nível nacional.
Com o Crédito do Trabalhador, o governo federal completou um ano de operação em março de 2026. A iniciativa tem como alvo trabalhadores formais (CLT) e impactou o mercado de consignado privado, segundo levantamento da Serasa Experian.
Dados oficiais do Banco Central, avaliados pela Serasa, apontam que o volume mensal de crédito consignado privado subiu de 1,5 bilhão para quase 11 bilhões de reais. A expansão ocorreu de forma nacional, com maior participação de bancos e instituições privadas.
A pesquisa mostra ainda que a concessão de crédito ficou mais pulverizada, aumentando a competição entre as instituições financeiras. Em contrapartida, contratos passaram a apresentar valores médios menores e prazos mais curtos.
Segundo a Serasa, a média de valor por contrato caiu de 8,6 mil reais para 2,3 mil reais, uma redução de 73%. O prazo de pagamento diminuiu em cerca de 48% após o lançamento do programa.
Para Délber Lage, CEO da SalaryFits, a iniciativa forçou bancos a reorganizarem a lógica de concessão de crédito. O programa revelou demanda reprimida entre trabalhadores formais e exigiu adaptação do setor financeiro.
O relatório levanta preocupação com o perfil financeiro dos aderentes. Cerca de 78% dos que contrataram o consignado afirmam que 81% da renda já está comprometida com dívidas. A recomendação é ampliar a educação financeira.
Implicações e desafio educativo
Especialistas destacam a necessidade de um movimento nacional para alinhar educação financeira, monitorar o endividamento e evitar novos riscos. O estudo reforça a importância de políticas públicas atentas ao uso do crédito consignado.
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