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Diego Fernandes e Temer discutem nova corrida global por capital

Executivos discutem IA, geopolítica e segurança jurídica para atrair investimentos no Brasil em meio à corrida global por capital e tecnologia

Diego Fernandes, fundador da O8 Partners, ao lado do ex-presidente Michel Temer, e José Filippo, presidente do IBEF-S: palestra sobre a Constituição Federal e o Brasil de hoje abriu o fórum (Nicolas Calligaro/Divulgação)
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  • Sessenta diretores financeiros de grandes empresas participaram do CFO Fórum, promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF-SP), no Clara Ibiúna Resort, interior de São Paulo, neste sábado.
  • No painel de abertura, Diego Fernandes, fundador da O8 Partners, dividiu o palco com Michel Temer e José Filippo para discutir IA, geopolítica e segurança jurídica na atração de investimentos.
  • O encontro ressaltou que a agenda dos executivos hoje abrange tecnologia, energia, regulação e gestão de riscos, além de decisões estratégicas dentro das organizações.
  • O Brasil foi citado como potencial participante desse ciclo de investimentos, mas precisa avançar em competitividade, segurança jurídica, estabilidade institucional e visão de longo prazo; foram mencionados também ativos como energia, minerais estratégicos e terras raras.
  • A geopolítica foi apresentada como variável de negócios, com a competição entre Estados Unidos e China influenciando decisões de empresas, cadeias de valor e compliance transfronteiro.

O CFO Fórum, promovido pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo, reuniu cerca de 60 diretores financeiros de grandes empresas nacionais e multinacionais no Clara Ibiúna Resort, interior de São Paulo. O objetivo foi debater IA, geopolítica e os obstáculos para atrair investimentos no Brasil diante de um cenário global competitivo. O encontro abriu com a participação de Diego Fernandes, fundador da O8 Partners, ao lado de Michel Temer e de José Filippo, presidente do IBEF-SP.

Ao longo do evento, executivos destacaram que a agenda financeira se expandiu para tecnologia, energia, regulação e gestão de riscos. Os debates enfatizaram o papel estratégico do líder financeiro na definição de rumos de negócios, com foco na competitividade e na segurança jurídica como pilares para atrair capital.

A corrida por tecnologia e infraestrutura foi ponto central, com atenção à expansão de data centers, redes de conectividade e capacidade energética. O grupo ressaltou a necessidade de investimento maciço para sustentar a inteligência artificial e, ao mesmo tempo, ampliar cadeias de suprimento digitais ao redor do mundo.

Oportunidades para o Brasil

O Brasil foi apontado como potencial participante desse ciclo de investimentos globais. Entre as vantagens citadas, destacam-se disponibilidade de energia, minerais estratégicos e participação em cadeias da transição energética e da economia digital. Ainda assim, cresce a exigência de avanços em aspectos estruturais.

Para o debate, o país precisa alinhar competitividade, estabilidade institucional e previsibilidade regulatória para transformar potenciais em crescimento sustentável. Participantes ressaltaram que terras raras ganham relevância em defesa, mobilidade elétrica, tecnologia e energia limpa, dentro de novas dinâmicas globais.

Segurança jurídica entra no radar dos investidores

Temas como estabilidade institucional e previsibilidade regulatória foram destacados como fatores decisivos para a confiança de investidor. A necessidade de cumprir regras constitucionais e fortalecer instituições foi ressaltada como condição para reduzir inseguranças que afastem capitais nacionais e estrangeiros. O agronegócio foi citado como exemplo de transformação de vantagens competitivas em liderança global.

Geopolítica como variável de negócios

A influência da geopolítica nas decisões corporativas também ganhou destaque. Medidas adotadas pelos Estados Unidos no combate a crimes transnacionais aparecem como agentes de mudanças para instituições financeiras, operações internacionais e compliance. Executivos enfatizaram que tais fatores integram de forma permanente a agenda de empresas com atuação global.

Desdobramentos e perspectivas

Ao fim do encontro, ficou clara a percepção de que o Brasil tem condições de participar ativamente da nova economia global, desde que avance em competitividade e previsibilidade. O debate ressaltou o papel da IA como motor de investimentos e o potencial de o país se tornar protagonista em setores estratégicos nos próximos anos.

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