- A energia limpa representa cerca de 14% da eletricidade global, com ganhos graças a avanços em solar e eólica.
- Nos Estados Unidos, pela primeira vez a energia solar forneceu mais energia que o carvão em maio, com 12,8% versus 12,2%.
- Em 2025, a energia limpa respondeu por noventa por cento de toda a nova capacidade de geração adicionada à rede mundial.
- A diversificação de fontes ocorre, mas de forma lenta; choques no petróleo e gás continuam provocando perturbações econômicas.
- Medidas para acelerar incluem parcerias público-privadas, redes elétricas mais modernas e o fim de subsídios aos fósseis; a Bloomberg Philanthropies lança iniciativa de apoio à energia limpa em países em desenvolvimento.
A diversificação energética desponta como resposta à crise global de energia. A energia limpa agora representa cerca de 14% da eletricidade mundial, crescendo desde menos de 1% no início do século. Nos EUA, a geração solar já supera o carvão, evidenciando mudança estrutural na matriz.
O texto aponta que avanços em tecnologia solar, eólica e de baterias permitem menor custo de geração com renováveis e maior disponibilidade mesmo sem sol ou vento, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis. Em 2025, 90% da nova capacidade veio de energia limpa, incluindo nos EUA.
Em maio, os EUA registraram um marco histórico: a energia solar respondeu por 12,8% da eletricidade, ante 12,2% do carvão. O fenômeno ocorre apesar de políticas federais que apoiam fósseis, sinalizando mudança de rumo gradual.
Desdobramentos
A reportagem aponta impactos econômicos de choques no abastecimento de petróleo e gás, com efeitos sobre preços e tarifas. A poluição atmosférica continua associada a milhões de mortes anuais, reforçando a urgência de transição energética.
A análise cita uma megasseca no oeste americano, associada a emissões de gases de efeito estufa, fortalecendo a percepção de liga entre clima e eventos climáticos extremos. O texto afirma que mudanças climáticas se tornam cada vez mais perigosas.
A diversificação aparece como ferramenta para reduzir custos com energia e impactos econômicos, desde que haja investimento em redes elétricas modernas e parcerias público-privadas. O objetivo é mitigar a intermitência das fontes limpas.
Caminhos para a diversificação
Especialistas defendem eliminar subsídios que favorecem fósseis para nivelar o campo com energia limpa. A promessa é reduzir custos para consumidores e ampliar a competitividade de renováveis.
Ainda segundo a matéria, a Bloomberg Philanthropies lança uma iniciativa para fortalecer setores de energia limpa em países em desenvolvimento, onde a demanda cresce rapidamente. O foco é ampliar acesso confiável e acessível à eletricidade.
A reportagem cita dados de transformação energética no Ocidente: nos últimos 15 anos, grande parte das usinas a carvão saiu de operação ou migrou para limpa, com 28 países removendo o carvão. A tendência é marcada, porém gradual.
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