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Dólar cai para R$ 5,15 com revisão negativa de IPCA e juros

Dólar abre em baixa, a R$ 5,15, com revisão de projeções para IPCA e Selic antes da ata do Copom

Dólar tem primeira sessão da semana influenciado pela revisão para cima das projeções de mercado para a inflação oficial do país e para a taxa básica de juros Selic
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  • Dólar abriu em baixa, cotado a R$ 5,153, com queda de 0,33% frente ao fechamento de sexta-feira.
  • O mercado revisou ao alto as projeções para o IPCA e para a Selic, em meio à véspera da ata do Copom.
  • Mediana do IPCA subiu para 5,33% em 2024, com altas também para 2027 e 2028; a Selic esperada ao fim de 2026 passou a 14% ao ano.
  • A ata do Copom deve esclarecer os motivos para a redução da Selic, mesmo diante de riscos de inflação mais alta.
  • No exterior, o petróleo Brent caiu cerca de 2%, a US$ 78,46 por barril, à espera de desfecho de negociações EUA-Irã e reabertura do Estreito de Hormuz; o Ibovespa caiu 1,6% na semana anterior, para 168,33 pontos.

O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira em baixa, cotado a R$ 5,15, após revisão para cima das projeções de inflação e da Selic. O movimento ocorre na véspera da ata do Copom, que detalhará motivos da pausa na queda da taxa básica.

Na semana passada, o dólar subiu 2%, de R$ 5,06 para R$ 5,17. O avanço ocorreu após o Fed manter a taxa estável e o BC reduzir a Selic em 0,25 pp, gerando incerteza entre agentes.

O Boletim Focus revisou as expectativas: IPCA passou a 5,33% em 2024, 14% para a Selic ao fim de 2026, com novas projeções para 2027 e 2028, ampliando o distanciamento do teto da meta.

A ata do Copom, amanhã, é aguardada com cautela, já que o Banco Central reconheceu riscos de inflação mais alta, mesmo diante da decisão de cortes na taxa.

No exterior, o Brent recuou 2%, para US$ 78,46 o barril, às 9h. O mercado acompanha as negociações entre EUA e Irã para reabrir o Estreito de Hormuz e facilitar o fluxo de petróleo.

A Bolsa brasileira teve queda na semana passada, com o Ibovespa em 168.33 pontos, queda de 1,6%, refletindo o cenário de mercado local e externo.

Corporativo

Vale realiza assembleia para discutir a destituição de Daniel Stieler da presidência do conselho, a pedido da Previ, acionista relevante.

Trisul anuncia mudança de comando: Jorge Cury assume a presidência do conselho, substituindo Michel Esper Saad Junior, que passa a vice-presidente.

Unidas pretende captar quase R$ 1 bilhão com a emissão de debêntures simples, não conversíveis, no valor de R$ 900 milhões, com prazo de sete anos e CDI mais 1,98% ao ano.

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