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Dólar fecha em queda a R$ 5,14 após atuação do Banco Central

Dólar fecha em baixa a R$ 5,141 após atuação do Banco Central no câmbio; Ibovespa sobe com ajustes de inflação e juros.

Em sessão marcada por atuação do Banco Central no mercado de câmbio e cancelamento de leilão de títulos pelo Tesouro, dólar caiu e Bolsa subiu
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  • O dólar fechou em queda, cotado a R$ 5,141, enquanto o Ibovespa avançou 1,29%, para 170.533 pontos.
  • O Banco Central atuou no câmbio: vendeu US$ 1 bilhão à vista e ofereceu US$ 1 bilhão em swap cambial reverso com vencimento em 1º de setembro.
  • O Tesouro cancelou o leilão de NTN-B, título atrelado à inflação, o que ajudou a aliviar as taxas no mercado futuro de juros.
  • O Boletim Focus mostrou revisão de expectativas: IPCA passou de 5,30% para 5,33% em 2026, e a Selic ao fim de 2026 subiu de 13,75% para 14% ao ano.
  • No exterior, o Brent caiu para US$ 77,41 o barril, com o mercado reagindo à suspensão de sanções ao petróleo iraniano e à perspectiva de avanços nas negociações EUA–Irã.

O dólar fechou em queda frente ao real nesta segunda-feira, cotado a 5,141, com o Ibovespa em alta. O impulso veio após atuação do Banco Central no mercado de câmbio e o cancelamento de leilão de títulos pelo Tesouro. Investidores revisaram para cima as projeções de inflação e juros, diante da ata do Copom.

O Banco Central vendeu 1 bilhão de dólares no mercado à vista e realizou uma segunda operação, ofertando 1 bilhão de dólares em swap cambial reverso com vencimento em setembro. A cible é dar liquidez de curto prazo sem alterar o equilíbrio de médio prazo.

Na semana anterior, o dólar tinha subido, saindo de 5,06 para 5,17. A alta veio após o Fed manter a taxa de referência e o BC ter reduzido a Selic em 0,25 ponto percentual, o que gerou incertezas entre agentes. A ata do Copom, ainda prevista, deve explicar os motivos.

Mercado revisou as projeções de inflação. O Boletim Focus apontou IPCA em 5,33% em 2026, acima do centro da meta, com alta também para 2027 e 2028. A Selic estimada ao fim de 2026 subiu para 14%. O mercado avalia a trajetória de juros como elevada no longo prazo.

A ata do Copom, prevista para amanhã, deve esclarecer os critérios usados para reduzir a taxa básica apesar da piora no cenário inflacionário. Também ocorre a divulgação do Relatório de Política Monetária até sexta-feira, com perspectivas sobre juros e cambial.

O Tesouro adiou a venda de NTN-B, títulos atrelados à inflação, o que ajudou a reduzir as taxas do mercado futuro, especialmente nos vencimentos longos. Analistas veem impacto positivo na liquidez e menor pressão de curva.

No exterior, o petróleo Brent iniciou a semana em queda, abaixo de 77,50 dólares por barril, após queda superior a 3%. A notícia de suspensão de sanções ao petróleo iraniano é vista como impulso para negociações entre EUA e Irã, com expectativa de abertura do Estreito de Hormuz.

O Ibovespa encerrou em alta de 1,29%, aos 170.533 pontos, recuperando parte das perdas da semana anterior. O índice havia recuado 1,6% na semana passada, fechando em 168.33 pontos.

Corporativo

Vale vai votar mudança na presidência do conselho em assembleia marcada para 22 de julho. A Previ, acionista relevante, pediu a destituição do presidente Daniel Stieler. A administração indica Manuel Lino Oliveira para o cargo, mas conselheiros consideram os motivos insuficientes, gerando incerteza de governança.

Rumo informou a saída do presidente Pedro Palma, que deixa o cargo antes do previsto. Daniel Rockenbach assume interinamente, até a nomeação de novo executivo. As ações da empresa oscilaram próximo da estabilidade.

Trisul anunciou a saída do fundador Jorge Cury da presidência executiva, que passa a presidir o conselho, substituindo Michel Esper Saad Junior, que assume a vice-presidência. A mudança muda a composição de comando da empresa.

Unidas vai captar quase 1 bilhão de reais com a emissão de debêntures simples, não conversíveis, em série única. O montante é de 900 milhões de reais, com vencimento de sete anos e remuneração CDI mais 1,98% ao ano.

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