Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Europa perde competitividade e caminhos para atrair investimentos

Europa tem diagnóstico claro, porém execução lenta de reformas freia investimentos, mesmo com empresas prontas para investir no continente

Foto: Ludovic Marin/AFP/Getty Images/Project Syndicate
0:00
Carregando...
0:00
  • A principal dificuldade da Europa não é a falta de diagnóstico, mas a lentidão na execução de reformas para manter a competitividade global.
  • O Compromisso de Copenhague reúne 28 grandes empresas que se comprometeram a aumentar, em média, 50% os investimentos na Europa até 2030, se forem implementadas reformas para simplificar regras, energia, infraestrutura e o mercado único.
  • Relatórios anteriores alertaram para um déficit de investimento anual de cerca de € 800 bilhões. Hoje, a geopolítica externa e a fragmentação interna ainda dificultam avanços significativos.
  • Progresso recente é limitado: apenas quatro das 35 iniciativas-chave foram adotadas; 21 permanecem nos estágios iniciais, sem reduzir encargos regulatórios ou atrair novos investimentos.
  • As empresas permanecem dispostas a investir, especialmente quando há estabilidade regulatória e previsibilidade; contudo, é essencial que as lideranças políticas avancem com reformas rápidas para transformar promessa em resultados.

Em outubro, em Copenhague, líderes europeus e executivos de 28 grandes empresas discutiram como manter a Europa competitiva diante de uma economia global mais exigente. O encontro ocorreu na Cúpula de Competitividade, com participação de Macron, von der Leyen, Tusk, Frederiksen e representantes do setor privado.

A avaliação comum é que o desafio não está na falta de diagnóstico, mas na demora para executar reformas. Desde 2025, estudos indicam um déficit de investimento anual próximo a 800 bilhões de euros, segundo o legado de Draghi, reforçando a urgência de acelerar decisões.

Além da visão macro, o Compromisso de Copenhague apresenta ações para atrair capital. As 28 empresas participantes prometem elevar investimentos na Europa em média 50% até 2030, desde que haja reformas para simplificar regras, ampliar segurança jurídica e reduzir custos.

É esperado que grandes nomes como Airbus, Siemens, SAP, Thales, Saab e Novo Nordisk aumentem presença europeia. A ideia é que o capital só gere resultados se houver ambiente estável, infraestrutura adequada e um mercado interno realmente funcional.

Compromisso de Copenhague e metas

O documento detalha reformas políticas para destravar a competitividade, alinhadas a recomendações do relatório Draghi. Entre os pilares estão regulamentação simplificada, menos exigências de informações e maior apoio à inovação.

Apesar do entusiasmo, o progresso tem sido abaixo do esperado. Novo indicador mostra que apenas quatro das 35 iniciativas-chave foram adotadas até o momento, enquanto 21 permanecem em fases iniciais.

Progresso e desafios

Alguns avanços surgem na área de simplificação regulatória, mas novos requisitos criam entraves. A distância entre metas políticas e implementação prática ainda é grande, afetando a atratividade para investimentos.

A fragmentação interna persiste. Empresas continuam enfrentando barreiras nacionais, regras divergentes e lentidão no licenciamento. O mercado único, ainda incompleto, é visto como condição essencial para ampliar investimentos.

Enquanto isso, o cenário externo pressiona a Europa. Tensões comerciais, insegurança geopolítica e competição global elevam a necessidade de respostas rápidas e coordenadas entre Estados-membros.

Investimento e sinal externo

Dados do painel da Danish Industry mostram mudança de percepção: empresas dinamarquesas veem a Europa como porto seguro, após longo período de maior atração pelos EUA. Investimentos nos EUA cresceram 170% desde 2019, enquanto a UE ficou estagnada.

Essa mudança indica uma oportunidade de atrair capital se houver ambiente estável, regras transparentes e previsibilidade regulatória. O polo europeu pode ganhar relevância estratégica diante da instabilidade externa.

As empresas demonstram disposição para aumentar atuação na Europa, desde que recebam condições adequadas. Lideranças políticas devem responder com decisões rápidas e políticas consistentes para evitar perda de fôlego econômico.

A reportagem destaca que o essencial é concluir e fortalecer o mercado único, reduzindo barreiras e simplificando procedimentos. Com reformas consistentes, a Europa pode consolidar investimentos e competitividade no longo prazo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais