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Fim da 6×1 deve custar R$ 156 bilhões à economia, diz especialista

Especialista alerta que fim da escala 6x1 pode elevar folha de pagamento, reduzir empregos e pressionar inflação

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  • Fim da escala 6×1 pode gerar um impacto de 156 bilhões de reais na economia, segundo Karina Negreli, da FecomercioSP.
  • A mudança complexa aumentaria a folha de pagamento em cerca de 20% e poderia pressionar as margens, principalmente de micro e pequenas empresas.
  • Negreli afirma que reduzir a jornada, por si só, não garante aumento de produtividade; esse indicador depende de investimentos, infraestrutura, qualificação e tecnologia.
  • O aumento de custos pode levar a demissões, menos contratações e repasse de custos aos preços, o que poderia pressionar a inflação e reduzir o poder de compra.
  • A FecomercioSP defende implementação gradual por meio de negociações coletivas, lembra que a jornada média já é de 38,4 horas semanais e aponta que MEIs não seria solução; participação em audiências e diálogo com o Senado continuam.

O fim da escala 6×1, conforme aprovado pela Câmara, pode custar R$ 156 bilhões à economia brasileira. A avaliação é de Karina Negreli, assessora jurídica da FecomercioSP, que defende uma discussão mais aprofundada sobre a proposta.

Negreli aponta aumento imediato de cerca de 20% na folha de pagamento das empresas, agravando encargos já existentes e pressionando margens, principalmente das micro e pequenas empresas, responsáveis pela maior parte dos empregos.

Ela ressalta que a produtividade não depende apenas de reduzir horas; é multifatorial e envolve investimentos, infraestrutura, qualificação e uso de tecnologia. A ideia é complexa e depende de vários fatores para gerar ganho real.

Impactos econômicos

O aumento de custos pode colaborar para demissões, redução de contratações e fechamento de empresas com menor capacidade de absorver despesas adicionais. Também pode elevar preços, pressionar a inflação e reduzir o poder de compra.

Negreli cita dados da Rais para sustentar o argumento: a jornada média já é de 38,4 horas semanais no país, abaixo do limite constitucional. Ela afirma que mudanças devem ocorrer de forma gradual.

Posicionamento da FecomercioSP

A entidade não se opõe a mudanças na jornada, desde que ocorram via negociações coletivas e respeitando as particularidades de cada setor. O grupo defende cautela ante impactos setoriais e diferenciais regionais.

A assessora reforça que não vê solução simples na ampliação da contratação de MEIs para mitigar impactos. Em seu entendimento, medidas estruturais são necessárias para manter a competitividade diante da concorrência internacional.

Próximos passos

A FecomercioSP afirma ter participado de audiências públicas na Câmara e pretende retomar o diálogo com parlamentares durante a tramitação no Senado. A organização mantém o monitoramento técnico dos impactos da proposta.

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