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Fim da 6×1 não resolve ganhos de produtividade, afirma presidente da CBIC

Correia afirma que redução de jornada aumenta custos e inflação, não resolve gargalos de produtividade; propõe transição gradual de quatro anos

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  • CBIC diz que fim da escala 6×1 não é solução para a produtividade e pode aumentar custos sem ganhos reais de eficiência.
  • Brasil tem produtividade cerca de 20% da americana, e houve queda de sete posições no ranking mundial de competitividade segundo a IMD em parceria com a Fundação Dom Cabral.
  • A PEC prevê redução de jornada em sessenta dias, com nova queda após um ano; Correia afirma que esse ritmo não acompanha a capacidade de crescimento da produtividade e pode elevar preços e inflação.
  • A construção civil emprega pouco mais de três milhões de trabalhadores com carteira; implementação imediata exigiria cerca de 288 mil funcionários adicionais (ou 144 mil, se reduzir duas horas).
  • Sugestão de transição gradual de quatro anos, com redução de uma hora por ano, para permitir ganhos de produtividade via investimento em máquinas; burocracia é apontada como gargalo relevante, representando cerca de doze por cento do custo dos imóveis.

O presidente da CBIC, Renato Correia, sustenta que o fim da escala 6×1 não resolve problemas de produtividade no Brasil. A proposta tramita no Congresso e ganha relevância com a queda do Brasil no ranking global de competitividade, conforme estudo da IMD World Competitiveness Center em parceria com a Fundação Dom Cabral.

Correia afirma que a medida tende a elevar custos de produção e horas extras, sem trazer ganhos reais de eficiência. Ele compara a produtividade brasileira, estimada em 20% da americana, e aponta risco de desvantagem competitiva caso o ritmo de mudanças não seja adequado.

A proposta prevê redução de jornada em 60 dias com novo ganho após um ano. Para o líder da construção, esse compasso é incompatível com a capacidade do setor de crescer em produtividade, elevando preços de consumo e pressionando a inflação.

Desafios adicionais

No setor de construção, boa parte da remuneração é atrelada à produção por tarefas. A redução de horas pode reduzir os ganhos dos trabalhadores e exigir compensação por meio de horas extras para manter a produção.

Correia ressalta que a mão de obra disponível é limitada: o segmento emprega pouco mais de 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada. A implementação imediata exigiria cerca de 288 mil trabalhadores adicionais, ou 144 mil em cenário de redução parcial de duas horas.

Proposta de transição

Ele defende uma transição gradual de quatro anos, com redução de uma hora por ano, para que ganhos de produtividade ocorram via investimentos em maquinário e equipamentos, sem repassar custos aos preços ao consumidor.

O presidente da CBIC também cita burocracia como gargalo relevante, com aprovações de projetos, licenciamentos e ligações de energia e saneamento respondendo por cerca de 12% do custo dos imóveis.

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