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Financiamento é gargalo entre pesquisa e mercado na inovação

Eco Invest Brasil abre o quinto leilão para destravar até R$ 55 bilhões e acelerar o financiamento de deep techs, aproximando pesquisa de mercado

Banco, cientista-empreendedor e especialista em deep techs debatem em painel da Anbima como o 5º leilão do Eco Invest pode destravar capital para projetos considerados arriscados demais
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  • Painel promovido pela Anbima em São Paulo discutiu o Eco Invest Brasil e como o quinto leilão pode destravar capital para deep techs, estimando entre cinquenta e cinquenta e cinco bilhões de reais em investimentos, a maior edição já realizada.
  • O edital prevê seis fundos para IA, minerais críticos, biocombustíveis e biofertilizantes, com nove bilhões de reais em recursos do Tesouro para absorver parte do risco privado (capital catalítico); somando as cinco rodadas, o programa pode mobilizar cerca de duzentos bilhões de reais.
  • Participaram Vilmar Thewes (Banco do Brasil), Marcelo Rodrigues (Krilltech) e Ana Calçado (Wyllinka), com mediação de Luiz Pires, da Anbima.
  • Marcelo Rodrigues relatou dificuldades de financiamento anterior à criação da Krilltech, que hoje exporta bioestimulantes e biofertilizantes; afirmou que, se o Eco Invest existisse entre dois mil e dezessete, dois mil e vinte e um, o processo teria sido mais rápido, e citou potencial para projetos como reflorestamento e forragem no semiárido.
  • Ana Calçado ressaltou que o desafio não é a falta de recursos, e sim a percepção de risco; mencionou a posição do Brasil no Global Innovation Index (51º ou 52º, conforme leitura) e a necessidade de reduzir incertezas para investimentos em deep techs; Vilmar Thewes destacou a experiência do Banco do Brasil em finanças sustentáveis e o papel do Eco Invest em ampliar o acesso a capital.

Um painel promovido pela Anbima, em São Paulo, discutiu o papel do Eco Invest Brasil na aceleração entre pesquisa e criação de empresas de tecnologia. O foco foi o 5º leilão do programa e o possível desbloqueio de capital para projetos arriscados. Participaram representantes do BB, da Krilltech e da Wyllinka, com mediação de Luiz Pires.

A apresentação de Mario Gouvêa de Almeida detalhou o desenho do quinto leilão. A estimativa é mobilizar entre R$ 50 bilhões e R$ 55 bilhões, tornando-o a maior edição já realizada do Eco Invest. O edital prevê seis fundos voltados a áreas como IA, minerais críticos, bioenergia e biofertilizantes.

Ao todo, o Eco Invest contará com R$ 9 bilhões do Tesouro para absorver parte do risco dos investidores privados, em uma linha de capital catalítico. Em cinco rodadas somadas, a expectativa é atingir próximo de R$ 200 bilhões mobilizados, após cerca de R$ 140 bilhões nas quatro edições anteriores.

Marcelo Rodrigues, fundador da Krilltech, explicou como a empresa nasceu da ligação entre indústria e academia. Ele descreveu dificuldades de acesso a financiamento e como a entrada de mecanismos públicos poderia acelerar trajetórias de inovação, reduzindo o tempo entre concepção e venda.

Ana Calçado, da Wyllinka, destacou que o principal entrave é a percepção de risco entre investidores. Ela citou a posição do Brasil no Global Innovation Index como área a melhorar e afirmou que a incerteza envolve tecnologia, mercado, modelo de negócio, equipe e capital.

Vilmar Thewes, do Banco do Brasil, apresentou o histórico em finanças sustentáveis da instituição. OBB teve incremento de recursos captados para sustentabilidade e destacou uso de instrumentos para ampliar o acesso a investimentos estratégicos. A visão é repetir esse formato com risco diluído entre investidores.

Eco Invest Brasil 5º leilão

Thewes enfatizou que o mecanismo permite maior escala com menor exposição ao risco. A expectativa é ampliar o apetite do mercado para projetos considerados arriscados demais para financiamento tradicional, mantendo o Ecob como referência de mercado global.

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