- O fundador da JD.com, Richard Liu, afirmou no Fórum da Apec que robôs vão substituir os 700 mil entregadores da empresa “mais cedo ou mais tarde”.
- A JD.com está com o Projeto Nirvana e fechou acordos com cerca de 120 escolas para requalificar entregadores em funções como manutenção de robôs.
- A meta é transformar cerca de 10 mil trabalhadores em técnicos de manutenção de robôs em três anos, o equivalente a 2% da base operacional.
- No primeiro trimestre de 2026, o lucro líquido da JD.com caiu 53% em relação ao mesmo período de 2025, para 5,1 bilhões de yuans; a folha de pagamento anual é de aproximadamente 120 bilhões de yuans.
- A companhia já opera uma estação de entrega totalmente automatizada e a automação é prioridade no plano quinquenal do governo, em contexto de crescimento de empregos informais e de desemprego entre jovens.
Richard Liu, fundador e presidente da JD.com, afirmou que robôs vão substituir 700 mil entregadores da companhia no curto prazo. A declaração ocorreu neste domingo, no Fórum de CEOs da APEC, em Pequim, e sinaliza o debate sobre automação e mercado de trabalho chinês.
O executivo explicou que, no futuro, pacotes devem ser entregues por robôs, mas ressaltou o compromisso da empresa com a requalificação de trabalhadores para evitar desemprego em massa. A JD.com já atua com projetos de transição para funções técnicas.
Projeto Nirvana: requalificação de entregadores está em andamento. A empresa firmou contratos com cerca de 120 escolas para capacitar parte dos trabalhadores para manutenção de robôs. A meta é converter 10 mil pessoas em técnicos em três anos.
Segundo a JD.com, a transformação é parte de uma estratégia para reduzir dependência de mão de obra operativa, mantendo a operação com foco em eficiência e inovação tecnológica. A empresa já opera uma estação de entrega automatizada com drones e veículos autônomos.
No balanço financeiro, a empresa divulgou queda de 53% no lucro líquido no primeiro trimestre de 2026, para 5,1 bilhões de yuans. Ainda assim, a folha de pagamento soma cerca de 120 bilhões de yuans por ano, com quase 900 mil funcionários.
O tema da automação ocorre em um momento de desafio para o emprego urbano na China. Estima-se que 320 milhões de trabalhadores informais possam enfrentar riscos com a adoção de novas tecnologias, segundo pesquisa recente, elevando a preocupação com proteção social.
O governo chinês tem promovido a robótica como motor de crescimento. O plano quinquenal atual prioriza aplicações físicas de IA e automação, para ampliar eficiência econômica e produção logística.
Organizações internacionais também acompanham o tema. A Human Rights Watch pediu proteção aos direitos dos trabalhadores de plataformas, enfatizando a necessidade de organização e responsabilidade de plataformas e governo.
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